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The Collective
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Por gosto, aproximação de ideias, a ideia de urgĂȘncia costuma vir para cima da mesa. Talvez seja a nossa natureza, a necessidade de sentir que algo tem de pulsar e que a mĂșsica serve de transmissor dos tempos. AtĂ© porque a mĂșsica deve mover, aproximar, puxar, acordar. "The Collective" existe num sĂ­tio escuro, Ă© mĂșsica que vĂȘ nada com os olhos abertos. Existe nas trevas, Ă© ruidoso, escandaliza-se consigo mesmo, por vezes Ă© trap mas nĂŁo o Ă© por emprĂ©stimo, mas como veĂ­culo de comunicação de um momento. Às vezes, Kim Gordon parece esquecer-se que do outro lado existe um ouvinte e a mĂșsica parece deliciosamente autosatisfatĂłria, algo embrionĂĄria, como fruto de uma experiĂȘncia. A experiĂȘncia dilacera, nĂłs somos empurrados de um lado para o outro e Ă s tantas nĂŁo sabemos o que Ă© "The Collective" e para onde nos leva. Em parte, Ă© como se Kim Gordon preenchesse o espaço vazio de "No Home Record", por outro Ă© um desencontro com a expectativa, uma oferta Ă  experiĂȘncia e ao erro: a sugerir que estejamos abertos a isso, "The Collective" Ă© a porta para esse caminho. Para o que ouvimos, para como ouvimos, para como vivemos e como queremos viver. Álbum polĂ­tico num tempo em que parecemos todos desencontrados. "The Collective", pelo menos, tem as suas prioridades bem definidas. Essencial.

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The Collective—
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Por gosto, aproximação de ideias, a ideia de urgĂȘncia costuma vir para cima da mesa. Talvez seja a nossa natureza, a necessidade de sentir que algo tem de pulsar e que a mĂșsica serve de transmissor dos tempos. AtĂ© porque a mĂșsica deve mover, aproximar, puxar, acordar. "The Collective" existe num sĂ­tio escuro, Ă© mĂșsica que vĂȘ nada com os olhos abertos. Existe nas trevas, Ă© ruidoso, escandaliza-se consigo mesmo, por vezes Ă© trap mas nĂŁo o Ă© por emprĂ©stimo, mas como veĂ­culo de comunicação de um momento. Às vezes, Kim Gordon parece esquecer-se que do outro lado existe um ouvinte e a mĂșsica parece deliciosamente autosatisfatĂłria, algo embrionĂĄria, como fruto de uma experiĂȘncia. A experiĂȘncia dilacera, nĂłs somos empurrados de um lado para o outro e Ă s tantas nĂŁo sabemos o que Ă© "The Collective" e para onde nos leva. Em parte, Ă© como se Kim Gordon preenchesse o espaço vazio de "No Home Record", por outro Ă© um desencontro com a expectativa, uma oferta Ă  experiĂȘncia e ao erro: a sugerir que estejamos abertos a isso, "The Collective" Ă© a porta para esse caminho. Para o que ouvimos, para como ouvimos, para como vivemos e como queremos viver. Álbum polĂ­tico num tempo em que parecemos todos desencontrados. "The Collective", pelo menos, tem as suas prioridades bem definidas. Essencial.

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Por gosto, aproximação de ideias, a ideia de urgĂȘncia costuma vir para cima da mesa. Talvez seja a nossa natureza, a necessidade de sentir que algo tem de pulsar e que a mĂșsica serve de transmissor dos tempos. AtĂ© porque a mĂșsica deve mover, aproximar, puxar, acordar. "The Collective" existe num sĂ­tio escuro, Ă© mĂșsica que vĂȘ nada com os olhos abertos. Existe nas trevas, Ă© ruidoso, escandaliza-se consigo mesmo, por vezes Ă© trap mas nĂŁo o Ă© por emprĂ©stimo, mas como veĂ­culo de comunicação de um momento. Às vezes, Kim Gordon parece esquecer-se que do outro lado existe um ouvinte e a mĂșsica parece deliciosamente autosatisfatĂłria, algo embrionĂĄria, como fruto de uma experiĂȘncia. A experiĂȘncia dilacera, nĂłs somos empurrados de um lado para o outro e Ă s tantas nĂŁo sabemos o que Ă© "The Collective" e para onde nos leva. Em parte, Ă© como se Kim Gordon preenchesse o espaço vazio de "No Home Record", por outro Ă© um desencontro com a expectativa, uma oferta Ă  experiĂȘncia e ao erro: a sugerir que estejamos abertos a isso, "The Collective" Ă© a porta para esse caminho. Para o que ouvimos, para como ouvimos, para como vivemos e como queremos viver. Álbum polĂ­tico num tempo em que parecemos todos desencontrados. "The Collective", pelo menos, tem as suas prioridades bem definidas. Essencial.