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Here In The Pitch
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Here In The Pitch

Here In The Pitch

Brown Vinyl

Quatro discos espalhados por pouco mais de uma década, Jessica Pratt tem-se distanciado da ideia espelhada da folk norte-americana que normalmente se atribui a mulher-guitarra. Tivesse surgido uma década antes, Pratt teria feito parte - com orgulho - do movimento “new weird folk” que se celebrava então, entre o weird e o regozijo da descoberta de um universo folk passado que se alinhava com a experimentação do presente: por mais estranho que pareça, era esse passado que encontrava o presente e não o contrário. O tempo foi traiçoeiro com Pratt, restou-se começar tarde, fazer o seu caminho. Voz e guitarra, mas nem sempre só isso, por isso entenda-se tudo: um imaginário carregado de desejo, invejoso de algo que ficou por acontecer. Na capa do muito celebrado “On Your Own Love Again” - brilhante exercício de dream pop editado na Drag City em 2015 - parece uma heroin chic, lá dentro, a música, ouvia-se como Mazzy Star reconquistado. Eis “Here In The Pitch” que arranca com “Life Is”, que após alguns segundos parece ser uma versão prestes a acontecer de “When Will You Come Home” dos Galaxie 500. Espante-se, nunca acontece, revela-se outra coisa mal entra a voz de Pratt mas a mensagem está lá, Jessica Pratt quis aprofundar essa ideia de dream pop, de como trabalhar o tempo, fazê-lo parar, de certa forma, reconquistar uma ideia que ficou perdida nos 1990s. A ideia prolonga-se para lá de “Life Is”, “Here In The Pitch” é o álbum em que a singer-songwriter se espanta para lá da ideia do que ficou, concretiza, atesta a ideia do desafio, do novo, e conquista um espaço: mistura algum imaginário pop de Spector com o desalento pegado do pré-shoegaze dos 1980s. Fá-lo nunca perdendo a ideia de voz/guitarra, mas não lhe chamemos folk, neste caso, seria pensar em canções para um tempo perdido. Em “Here In The Pitch” Pratt agarrou esse tempo, é dona dele. Que conquista.

$10.32

Original: $29.50

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Quatro discos espalhados por pouco mais de uma década, Jessica Pratt tem-se distanciado da ideia espelhada da folk norte-americana que normalmente se atribui a mulher-guitarra. Tivesse surgido uma década antes, Pratt teria feito parte - com orgulho - do movimento “new weird folk” que se celebrava então, entre o weird e o regozijo da descoberta de um universo folk passado que se alinhava com a experimentação do presente: por mais estranho que pareça, era esse passado que encontrava o presente e não o contrário. O tempo foi traiçoeiro com Pratt, restou-se começar tarde, fazer o seu caminho. Voz e guitarra, mas nem sempre só isso, por isso entenda-se tudo: um imaginário carregado de desejo, invejoso de algo que ficou por acontecer. Na capa do muito celebrado “On Your Own Love Again” - brilhante exercício de dream pop editado na Drag City em 2015 - parece uma heroin chic, lá dentro, a música, ouvia-se como Mazzy Star reconquistado. Eis “Here In The Pitch” que arranca com “Life Is”, que após alguns segundos parece ser uma versão prestes a acontecer de “When Will You Come Home” dos Galaxie 500. Espante-se, nunca acontece, revela-se outra coisa mal entra a voz de Pratt mas a mensagem está lá, Jessica Pratt quis aprofundar essa ideia de dream pop, de como trabalhar o tempo, fazê-lo parar, de certa forma, reconquistar uma ideia que ficou perdida nos 1990s. A ideia prolonga-se para lá de “Life Is”, “Here In The Pitch” é o álbum em que a singer-songwriter se espanta para lá da ideia do que ficou, concretiza, atesta a ideia do desafio, do novo, e conquista um espaço: mistura algum imaginário pop de Spector com o desalento pegado do pré-shoegaze dos 1980s. Fá-lo nunca perdendo a ideia de voz/guitarra, mas não lhe chamemos folk, neste caso, seria pensar em canções para um tempo perdido. Em “Here In The Pitch” Pratt agarrou esse tempo, é dona dele. Que conquista.

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Quatro discos espalhados por pouco mais de uma década, Jessica Pratt tem-se distanciado da ideia espelhada da folk norte-americana que normalmente se atribui a mulher-guitarra. Tivesse surgido uma década antes, Pratt teria feito parte - com orgulho - do movimento “new weird folk” que se celebrava então, entre o weird e o regozijo da descoberta de um universo folk passado que se alinhava com a experimentação do presente: por mais estranho que pareça, era esse passado que encontrava o presente e não o contrário. O tempo foi traiçoeiro com Pratt, restou-se começar tarde, fazer o seu caminho. Voz e guitarra, mas nem sempre só isso, por isso entenda-se tudo: um imaginário carregado de desejo, invejoso de algo que ficou por acontecer. Na capa do muito celebrado “On Your Own Love Again” - brilhante exercício de dream pop editado na Drag City em 2015 - parece uma heroin chic, lá dentro, a música, ouvia-se como Mazzy Star reconquistado. Eis “Here In The Pitch” que arranca com “Life Is”, que após alguns segundos parece ser uma versão prestes a acontecer de “When Will You Come Home” dos Galaxie 500. Espante-se, nunca acontece, revela-se outra coisa mal entra a voz de Pratt mas a mensagem está lá, Jessica Pratt quis aprofundar essa ideia de dream pop, de como trabalhar o tempo, fazê-lo parar, de certa forma, reconquistar uma ideia que ficou perdida nos 1990s. A ideia prolonga-se para lá de “Life Is”, “Here In The Pitch” é o álbum em que a singer-songwriter se espanta para lá da ideia do que ficou, concretiza, atesta a ideia do desafio, do novo, e conquista um espaço: mistura algum imaginário pop de Spector com o desalento pegado do pré-shoegaze dos 1980s. Fá-lo nunca perdendo a ideia de voz/guitarra, mas não lhe chamemos folk, neste caso, seria pensar em canções para um tempo perdido. Em “Here In The Pitch” Pratt agarrou esse tempo, é dona dele. Que conquista.