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Gala Drop II
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Gala Drop II

Gala Drop II

"All things in their time, all things in their season, all things under the right sign." Esta frase, em "All Things", parece resumir o acontecimento que é a edição do segundo álbum de Gala Drop. Em mutação constante (e sonicamente radical) desde a primeira encarnação conhecida no chão da ZDB, a banda cresceu para um controle de groove cada vez mais explícito. A capacidade exploratória não se perdeu, mas a neblina do desconhecido ainda muito presente no primeiro álbum, em 2008, levantou para uma definição de intenções mais universalista, com os braços mais abertos. A voz e mensagem de Jerrald James aqueceram mais a terra por onde passam. A sua experiência como músico em unidades paranormais como as constituídas por George Clinton ou Theo Parrish (Parliament / Funkadelic e The Rotating Assembly) não fazia prever (nem para ele próprio) uma vida prolongada enquanto vocalista de uma banda, muito menos em Lisboa. Ele é talvez o elemento que mais diferença faz no túnel de luz que separa os Gala Drop de ontem da banda de hoje, mas o todo viaja junto, que não existam dúvidas quanto a isso. "Samba Da Maconha" fecha o álbum e, tal como um set de DJ que arranca do público a clássica frase "Ninguém acaba assim!", deixa-nos à espera de mais, de um prolongamento que, por restrições físicas, só ouviremos num próximo disco. O efeito que tem não é de algo inacabado e sim de algo que se deseja prolongado. Fechando o círculo / Abrindo o círculo, ouvimos a máquina pop de Gala Drop na canção de abertura, "You And I", a explicar com a prática como se parte de um tapete dub mais ou menos seguro para uma êxtase melódico quase oriental, intenso e conquistador. Na faixa seguinte ("Big City") aparece verdadeiramente Jerrald como cantor, e assim desaparece a ideia de que a voz serviria apenas como instrumento adicional; "Sun Gun" reforça essa ideia, dobra o som de guitarra, aumenta de velocidade e é verdadeiramente aqui que o álbum se torna imparável. Gala Drop seguem enquanto mestres do equilíbrio entre estilos; muita coisa é admitida no fogo central que alimenta e ilumina, não se rejeita o que à primeira vista parece desadequado, procura-se admiti-lo e acomodá-lo. Fazer aqui uma pausa.

$5.23

Original: $14.95

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"All things in their time, all things in their season, all things under the right sign." Esta frase, em "All Things", parece resumir o acontecimento que é a edição do segundo álbum de Gala Drop. Em mutação constante (e sonicamente radical) desde a primeira encarnação conhecida no chão da ZDB, a banda cresceu para um controle de groove cada vez mais explícito. A capacidade exploratória não se perdeu, mas a neblina do desconhecido ainda muito presente no primeiro álbum, em 2008, levantou para uma definição de intenções mais universalista, com os braços mais abertos. A voz e mensagem de Jerrald James aqueceram mais a terra por onde passam. A sua experiência como músico em unidades paranormais como as constituídas por George Clinton ou Theo Parrish (Parliament / Funkadelic e The Rotating Assembly) não fazia prever (nem para ele próprio) uma vida prolongada enquanto vocalista de uma banda, muito menos em Lisboa. Ele é talvez o elemento que mais diferença faz no túnel de luz que separa os Gala Drop de ontem da banda de hoje, mas o todo viaja junto, que não existam dúvidas quanto a isso. "Samba Da Maconha" fecha o álbum e, tal como um set de DJ que arranca do público a clássica frase "Ninguém acaba assim!", deixa-nos à espera de mais, de um prolongamento que, por restrições físicas, só ouviremos num próximo disco. O efeito que tem não é de algo inacabado e sim de algo que se deseja prolongado. Fechando o círculo / Abrindo o círculo, ouvimos a máquina pop de Gala Drop na canção de abertura, "You And I", a explicar com a prática como se parte de um tapete dub mais ou menos seguro para uma êxtase melódico quase oriental, intenso e conquistador. Na faixa seguinte ("Big City") aparece verdadeiramente Jerrald como cantor, e assim desaparece a ideia de que a voz serviria apenas como instrumento adicional; "Sun Gun" reforça essa ideia, dobra o som de guitarra, aumenta de velocidade e é verdadeiramente aqui que o álbum se torna imparável. Gala Drop seguem enquanto mestres do equilíbrio entre estilos; muita coisa é admitida no fogo central que alimenta e ilumina, não se rejeita o que à primeira vista parece desadequado, procura-se admiti-lo e acomodá-lo. Fazer aqui uma pausa.

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"All things in their time, all things in their season, all things under the right sign." Esta frase, em "All Things", parece resumir o acontecimento que é a edição do segundo álbum de Gala Drop. Em mutação constante (e sonicamente radical) desde a primeira encarnação conhecida no chão da ZDB, a banda cresceu para um controle de groove cada vez mais explícito. A capacidade exploratória não se perdeu, mas a neblina do desconhecido ainda muito presente no primeiro álbum, em 2008, levantou para uma definição de intenções mais universalista, com os braços mais abertos. A voz e mensagem de Jerrald James aqueceram mais a terra por onde passam. A sua experiência como músico em unidades paranormais como as constituídas por George Clinton ou Theo Parrish (Parliament / Funkadelic e The Rotating Assembly) não fazia prever (nem para ele próprio) uma vida prolongada enquanto vocalista de uma banda, muito menos em Lisboa. Ele é talvez o elemento que mais diferença faz no túnel de luz que separa os Gala Drop de ontem da banda de hoje, mas o todo viaja junto, que não existam dúvidas quanto a isso. "Samba Da Maconha" fecha o álbum e, tal como um set de DJ que arranca do público a clássica frase "Ninguém acaba assim!", deixa-nos à espera de mais, de um prolongamento que, por restrições físicas, só ouviremos num próximo disco. O efeito que tem não é de algo inacabado e sim de algo que se deseja prolongado. Fechando o círculo / Abrindo o círculo, ouvimos a máquina pop de Gala Drop na canção de abertura, "You And I", a explicar com a prática como se parte de um tapete dub mais ou menos seguro para uma êxtase melódico quase oriental, intenso e conquistador. Na faixa seguinte ("Big City") aparece verdadeiramente Jerrald como cantor, e assim desaparece a ideia de que a voz serviria apenas como instrumento adicional; "Sun Gun" reforça essa ideia, dobra o som de guitarra, aumenta de velocidade e é verdadeiramente aqui que o álbum se torna imparável. Gala Drop seguem enquanto mestres do equilíbrio entre estilos; muita coisa é admitida no fogo central que alimenta e ilumina, não se rejeita o que à primeira vista parece desadequado, procura-se admiti-lo e acomodá-lo. Fazer aqui uma pausa.