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In Dreams
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O que começou como um dos mais influentes trios no contĂ­nuo do indie/rock dos anos 90 (e de forma transversal aos outros projectos do grupo, como Helvetia ou Valium Aggelein), influenciado por e sendo influĂȘncia para o movimento slowcore e shoegaze em iguais partes, acabou por ser das bandas que mais saudades deixou depois do longo hiato na sequĂȘncia dos brilhantes “Stratosphere” e “Contemporary Movement” (tambĂ©m reeditados pela NĂșmero Group hĂĄ nĂŁo muito tempo). Como boa tradição no eixo da mĂșsica emo, houve reuniĂŁo e, com ela, o regresso ao estĂșdio. Agora sem o baterista Jason Albertini, Clay Parton e Canaan Amber continuam o legado de Duster. “In Dreams” Ă© jĂĄ o terceiro depois do regresso, pontuado com ĂȘxitos sucessivos (incluindo a brincadeira na internet com o SĂ­sifo e a “Me and the Birds”), na linha dos primeiros discos: voz quase sussurrada, dĂ©bil, a fraquejar nos lamentos de mĂĄs decisĂ”es, sentimentos incompreendidos e uma sensação de assombração constante, tudo isto num contexto sideral, meio sci-fi ou distĂłpico, nĂŁo muito longe das turbulĂȘncias mentais das personagens de um romance de Philip K. Dick e das sĂłnicas de bandas como Failure, Hum ou o peso das guitarras distorcidas, habituais em bandas californianas. MĂșsica para nos arrastarmos em cĂ©u aberto, com possibilidade de levitação atĂ© ao espaço: em "Aqua Tofana”, hĂĄ transcendĂȘncia atravĂ©s dos acordes em vibrato, sobrepostos por cima dos gentis dedilhados e do vagaroso ritmo. Aura de inacção estĂ©ril, o melhor momento do disco Ă© quando Duster nos surpreendem com novos truques, tal e qual como acontecia nos grandes momentos da primeira encarnação da banda. “No Feel”, com carga de graves inimitĂĄvel, sugere que o grunge passou pela lista de influĂȘncias dos mĂșsicos aquando da escrita deste novo disco. Singularidade em rock independente, qualquer disco de Duster Ă© um ponto obrigatĂłrio de passagem para todos os que se interessam pelo que se pode ou nĂŁo fazer dentro das gramĂĄticas do rock.
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O que começou como um dos mais influentes trios no contĂ­nuo do indie/rock dos anos 90 (e de forma transversal aos outros projectos do grupo, como Helvetia ou Valium Aggelein), influenciado por e sendo influĂȘncia para o movimento slowcore e shoegaze em iguais partes, acabou por ser das bandas que mais saudades deixou depois do longo hiato na sequĂȘncia dos brilhantes “Stratosphere” e “Contemporary Movement” (tambĂ©m reeditados pela NĂșmero Group hĂĄ nĂŁo muito tempo). Como boa tradição no eixo da mĂșsica emo, houve reuniĂŁo e, com ela, o regresso ao estĂșdio. Agora sem o baterista Jason Albertini, Clay Parton e Canaan Amber continuam o legado de Duster. “In Dreams” Ă© jĂĄ o terceiro depois do regresso, pontuado com ĂȘxitos sucessivos (incluindo a brincadeira na internet com o SĂ­sifo e a “Me and the Birds”), na linha dos primeiros discos: voz quase sussurrada, dĂ©bil, a fraquejar nos lamentos de mĂĄs decisĂ”es, sentimentos incompreendidos e uma sensação de assombração constante, tudo isto num contexto sideral, meio sci-fi ou distĂłpico, nĂŁo muito longe das turbulĂȘncias mentais das personagens de um romance de Philip K. Dick e das sĂłnicas de bandas como Failure, Hum ou o peso das guitarras distorcidas, habituais em bandas californianas. MĂșsica para nos arrastarmos em cĂ©u aberto, com possibilidade de levitação atĂ© ao espaço: em "Aqua Tofana”, hĂĄ transcendĂȘncia atravĂ©s dos acordes em vibrato, sobrepostos por cima dos gentis dedilhados e do vagaroso ritmo. Aura de inacção estĂ©ril, o melhor momento do disco Ă© quando Duster nos surpreendem com novos truques, tal e qual como acontecia nos grandes momentos da primeira encarnação da banda. “No Feel”, com carga de graves inimitĂĄvel, sugere que o grunge passou pela lista de influĂȘncias dos mĂșsicos aquando da escrita deste novo disco. Singularidade em rock independente, qualquer disco de Duster Ă© um ponto obrigatĂłrio de passagem para todos os que se interessam pelo que se pode ou nĂŁo fazer dentro das gramĂĄticas do rock.

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O que começou como um dos mais influentes trios no contĂ­nuo do indie/rock dos anos 90 (e de forma transversal aos outros projectos do grupo, como Helvetia ou Valium Aggelein), influenciado por e sendo influĂȘncia para o movimento slowcore e shoegaze em iguais partes, acabou por ser das bandas que mais saudades deixou depois do longo hiato na sequĂȘncia dos brilhantes “Stratosphere” e “Contemporary Movement” (tambĂ©m reeditados pela NĂșmero Group hĂĄ nĂŁo muito tempo). Como boa tradição no eixo da mĂșsica emo, houve reuniĂŁo e, com ela, o regresso ao estĂșdio. Agora sem o baterista Jason Albertini, Clay Parton e Canaan Amber continuam o legado de Duster. “In Dreams” Ă© jĂĄ o terceiro depois do regresso, pontuado com ĂȘxitos sucessivos (incluindo a brincadeira na internet com o SĂ­sifo e a “Me and the Birds”), na linha dos primeiros discos: voz quase sussurrada, dĂ©bil, a fraquejar nos lamentos de mĂĄs decisĂ”es, sentimentos incompreendidos e uma sensação de assombração constante, tudo isto num contexto sideral, meio sci-fi ou distĂłpico, nĂŁo muito longe das turbulĂȘncias mentais das personagens de um romance de Philip K. Dick e das sĂłnicas de bandas como Failure, Hum ou o peso das guitarras distorcidas, habituais em bandas californianas. MĂșsica para nos arrastarmos em cĂ©u aberto, com possibilidade de levitação atĂ© ao espaço: em "Aqua Tofana”, hĂĄ transcendĂȘncia atravĂ©s dos acordes em vibrato, sobrepostos por cima dos gentis dedilhados e do vagaroso ritmo. Aura de inacção estĂ©ril, o melhor momento do disco Ă© quando Duster nos surpreendem com novos truques, tal e qual como acontecia nos grandes momentos da primeira encarnação da banda. “No Feel”, com carga de graves inimitĂĄvel, sugere que o grunge passou pela lista de influĂȘncias dos mĂșsicos aquando da escrita deste novo disco. Singularidade em rock independente, qualquer disco de Duster Ă© um ponto obrigatĂłrio de passagem para todos os que se interessam pelo que se pode ou nĂŁo fazer dentro das gramĂĄticas do rock.