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Rossz Csillag Allat Szuletett
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Rossz Csillag Allat Szuletett

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Um dos discos que melhor exemplificam do que se trata, afinal, de breakcore. Na verdade, vai mais alĂ©m: "Rossz Csillag Alatt SzĂŒletett" Ă© dos poucos que conhecemos que reĂșne sampling de forma tĂŁo inteligente, nĂŁo fosse Venetian Snares um veterano de mĂșsica em Ăłrbita da tĂŁo falada IDM. Na esfera da mĂșsica clĂĄssica hĂșngara, Aaron Funk, ou Venetian Snares, combina recolhas de composiçÔes clĂĄssicas ou contemporĂąneas oriundas da Hungria (sem sabermos exactamente o porquĂȘ dessa fixação com o paĂ­s europeu). Por entre outras demonstraçÔes de força breakcore com precisĂŁo cirĂșrgica no manuseamento de trackers (softwares muito diferente das lĂłgicas habituais dos DAWs como Ableton Live, os trackers eram a forma OG de criar e compor mĂșsica jungle nos anos 90),  processando as recolhas de sons de forma habilidosa, transformando-as em incisĂ”es perfurantes de um breakcore retorcido, alterando por completo os breaks em formas amorfas, rompendo o campo estĂ©reo com sĂ­ntese esporĂĄdica e, noutras instĂąncias, deixando os samples a respirarem antes de estalar por inteiro as intençÔes originais das mĂșsicas recolhidas. Em "Öngyilkos VasĂĄrnap", dos momentos mais emocionais do disco, hĂĄ a voz de Billy Holliday a ressoar de forma emotiva na sua interpretação da "Hungarian Suicide Song", antes de Funk nos queimar neurĂłnios com o tema "Hajnal", onde a mĂșsica clĂĄssica inspira e expira por entre toques tambĂ©m jazzĂ­sticos, na vertigem de uma catpulta estratosfĂ©rica com pujança tectĂłnica sob a forma de ritmos quebrados e um clĂ­max de delinquĂȘncia hardcore. Amen breaks como nunca os ouvimos, mĂșsica verdadeiramente clĂĄssica, da nossa contemporaneidade, Aaron Funk faz mesmo jus ao seu nome e, volvidos 20 anos, "Rossz Csillag Alatt SzĂŒletett" continua a ser um dos melhores discos saĂ­dos do catĂĄlogo da Planet Mu. Paradoxal como poucos, um enigma num manifesto em como fazer mĂșsica inteiramente estranha, alien, original. Alegadamente, este Ă© um disco conceptual sobre o que sentiria um pombo a sobrevoar o PalĂĄcio Real de Budapeste. É assim que nos sentimos, como um pombo sem norte num paĂ­s estranho. MĂșsica verdadeiramente inaudita. Palavras para quĂȘ? Ouvir para crer. 


 

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Um dos discos que melhor exemplificam do que se trata, afinal, de breakcore. Na verdade, vai mais alĂ©m: "Rossz Csillag Alatt SzĂŒletett" Ă© dos poucos que conhecemos que reĂșne sampling de forma tĂŁo inteligente, nĂŁo fosse Venetian Snares um veterano de mĂșsica em Ăłrbita da tĂŁo falada IDM. Na esfera da mĂșsica clĂĄssica hĂșngara, Aaron Funk, ou Venetian Snares, combina recolhas de composiçÔes clĂĄssicas ou contemporĂąneas oriundas da Hungria (sem sabermos exactamente o porquĂȘ dessa fixação com o paĂ­s europeu). Por entre outras demonstraçÔes de força breakcore com precisĂŁo cirĂșrgica no manuseamento de trackers (softwares muito diferente das lĂłgicas habituais dos DAWs como Ableton Live, os trackers eram a forma OG de criar e compor mĂșsica jungle nos anos 90),  processando as recolhas de sons de forma habilidosa, transformando-as em incisĂ”es perfurantes de um breakcore retorcido, alterando por completo os breaks em formas amorfas, rompendo o campo estĂ©reo com sĂ­ntese esporĂĄdica e, noutras instĂąncias, deixando os samples a respirarem antes de estalar por inteiro as intençÔes originais das mĂșsicas recolhidas. Em "Öngyilkos VasĂĄrnap", dos momentos mais emocionais do disco, hĂĄ a voz de Billy Holliday a ressoar de forma emotiva na sua interpretação da "Hungarian Suicide Song", antes de Funk nos queimar neurĂłnios com o tema "Hajnal", onde a mĂșsica clĂĄssica inspira e expira por entre toques tambĂ©m jazzĂ­sticos, na vertigem de uma catpulta estratosfĂ©rica com pujança tectĂłnica sob a forma de ritmos quebrados e um clĂ­max de delinquĂȘncia hardcore. Amen breaks como nunca os ouvimos, mĂșsica verdadeiramente clĂĄssica, da nossa contemporaneidade, Aaron Funk faz mesmo jus ao seu nome e, volvidos 20 anos, "Rossz Csillag Alatt SzĂŒletett" continua a ser um dos melhores discos saĂ­dos do catĂĄlogo da Planet Mu. Paradoxal como poucos, um enigma num manifesto em como fazer mĂșsica inteiramente estranha, alien, original. Alegadamente, este Ă© um disco conceptual sobre o que sentiria um pombo a sobrevoar o PalĂĄcio Real de Budapeste. É assim que nos sentimos, como um pombo sem norte num paĂ­s estranho. MĂșsica verdadeiramente inaudita. Palavras para quĂȘ? Ouvir para crer. 


 

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Um dos discos que melhor exemplificam do que se trata, afinal, de breakcore. Na verdade, vai mais alĂ©m: "Rossz Csillag Alatt SzĂŒletett" Ă© dos poucos que conhecemos que reĂșne sampling de forma tĂŁo inteligente, nĂŁo fosse Venetian Snares um veterano de mĂșsica em Ăłrbita da tĂŁo falada IDM. Na esfera da mĂșsica clĂĄssica hĂșngara, Aaron Funk, ou Venetian Snares, combina recolhas de composiçÔes clĂĄssicas ou contemporĂąneas oriundas da Hungria (sem sabermos exactamente o porquĂȘ dessa fixação com o paĂ­s europeu). Por entre outras demonstraçÔes de força breakcore com precisĂŁo cirĂșrgica no manuseamento de trackers (softwares muito diferente das lĂłgicas habituais dos DAWs como Ableton Live, os trackers eram a forma OG de criar e compor mĂșsica jungle nos anos 90),  processando as recolhas de sons de forma habilidosa, transformando-as em incisĂ”es perfurantes de um breakcore retorcido, alterando por completo os breaks em formas amorfas, rompendo o campo estĂ©reo com sĂ­ntese esporĂĄdica e, noutras instĂąncias, deixando os samples a respirarem antes de estalar por inteiro as intençÔes originais das mĂșsicas recolhidas. Em "Öngyilkos VasĂĄrnap", dos momentos mais emocionais do disco, hĂĄ a voz de Billy Holliday a ressoar de forma emotiva na sua interpretação da "Hungarian Suicide Song", antes de Funk nos queimar neurĂłnios com o tema "Hajnal", onde a mĂșsica clĂĄssica inspira e expira por entre toques tambĂ©m jazzĂ­sticos, na vertigem de uma catpulta estratosfĂ©rica com pujança tectĂłnica sob a forma de ritmos quebrados e um clĂ­max de delinquĂȘncia hardcore. Amen breaks como nunca os ouvimos, mĂșsica verdadeiramente clĂĄssica, da nossa contemporaneidade, Aaron Funk faz mesmo jus ao seu nome e, volvidos 20 anos, "Rossz Csillag Alatt SzĂŒletett" continua a ser um dos melhores discos saĂ­dos do catĂĄlogo da Planet Mu. Paradoxal como poucos, um enigma num manifesto em como fazer mĂșsica inteiramente estranha, alien, original. Alegadamente, este Ă© um disco conceptual sobre o que sentiria um pombo a sobrevoar o PalĂĄcio Real de Budapeste. É assim que nos sentimos, como um pombo sem norte num paĂ­s estranho. MĂșsica verdadeiramente inaudita. Palavras para quĂȘ? Ouvir para crer. 


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