
You Know, Everybody Wanna Say "I Do This, I Do That"
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Vasco LĂ© estreia-se na editora Turva com uma edição fĂsica, em CD, do seu "You Know, Everybody Wanna Say "I Do This, I Do That". Everyone Acts Like They're Hard as Shit. But Just Stop", lançado digitalmente no verĂŁo passado. Colagem de sons dĂspares que ganham novos significados quando lado-a-lado. O primeiro "Hy" mostra as diferentes influĂȘncias que permeiam o universo do mĂșsico: texturas desconfortĂĄveis envolvem a audição do ouvinte num jogo de acumulação e libertação de tensĂ”es, acompanhado por mudanças de panorĂąmicas e jogos de filtros que dĂŁo mais dinĂąmica ao que se vai desenrolando - a meio ouve-se uma passagem por um beat de House, o Ășnico momento que nĂŁo oferece resistĂȘncias Ă dança. Na continuação do disco, percebe-se mais ou menos que Ă© esta a planificação escolhida para os temas: faixas que dĂŁo para dançar mas que, pelos ritmos atrĂłficos ou pela insistĂȘncia na criação de um cenĂĄrio sĂłnico atravĂ©s dos variados - mas coesivos - samples, Ă© mĂșsica nova, recontextualizada segundo a visĂŁo do produtor. Aqui vive-se uma espĂ©cie de utopia clube - de facto apanham-se as referĂȘncias de alguns sons mais ou menos ubĂquos em certas linguagens musicais sem que Vasco LĂ© as evidencie como demasiado presas aos seus contextos, abrindo terreno para outras possibilidades ou soluçÔes. Pelo meio de "I Fall in Love, Too Easily" ouve-se o que parece uma captação do som de um veĂculo motorizado que, sendo processado e reconfigurado, descobre um novo lugar para habitar sonicamente. Destaque ainda para "Breath", perigoso jungle que encontra em texturas mais ruidosas um veĂculo para que os amen breaks percorram e rasguem a faixa. Disco de estreia comendĂĄvel e apropriado para os mais musicalmente curiosos, Vasco LĂ© apresenta um leque variado de experimentaçÔes e desenvolvimentos de novas possibilidades dentro e fora do contexto da mĂșsica de dança e, consequentemente, dos clubes.
You Know, Everybody Wanna Say "I Do This, I Do That"
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Vasco LĂ© estreia-se na editora Turva com uma edição fĂsica, em CD, do seu "You Know, Everybody Wanna Say "I Do This, I Do That". Everyone Acts Like They're Hard as Shit. But Just Stop", lançado digitalmente no verĂŁo passado. Colagem de sons dĂspares que ganham novos significados quando lado-a-lado. O primeiro "Hy" mostra as diferentes influĂȘncias que permeiam o universo do mĂșsico: texturas desconfortĂĄveis envolvem a audição do ouvinte num jogo de acumulação e libertação de tensĂ”es, acompanhado por mudanças de panorĂąmicas e jogos de filtros que dĂŁo mais dinĂąmica ao que se vai desenrolando - a meio ouve-se uma passagem por um beat de House, o Ășnico momento que nĂŁo oferece resistĂȘncias Ă dança. Na continuação do disco, percebe-se mais ou menos que Ă© esta a planificação escolhida para os temas: faixas que dĂŁo para dançar mas que, pelos ritmos atrĂłficos ou pela insistĂȘncia na criação de um cenĂĄrio sĂłnico atravĂ©s dos variados - mas coesivos - samples, Ă© mĂșsica nova, recontextualizada segundo a visĂŁo do produtor. Aqui vive-se uma espĂ©cie de utopia clube - de facto apanham-se as referĂȘncias de alguns sons mais ou menos ubĂquos em certas linguagens musicais sem que Vasco LĂ© as evidencie como demasiado presas aos seus contextos, abrindo terreno para outras possibilidades ou soluçÔes. Pelo meio de "I Fall in Love, Too Easily" ouve-se o que parece uma captação do som de um veĂculo motorizado que, sendo processado e reconfigurado, descobre um novo lugar para habitar sonicamente. Destaque ainda para "Breath", perigoso jungle que encontra em texturas mais ruidosas um veĂculo para que os amen breaks percorram e rasguem a faixa. Disco de estreia comendĂĄvel e apropriado para os mais musicalmente curiosos, Vasco LĂ© apresenta um leque variado de experimentaçÔes e desenvolvimentos de novas possibilidades dentro e fora do contexto da mĂșsica de dança e, consequentemente, dos clubes.
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Vasco LĂ© estreia-se na editora Turva com uma edição fĂsica, em CD, do seu "You Know, Everybody Wanna Say "I Do This, I Do That". Everyone Acts Like They're Hard as Shit. But Just Stop", lançado digitalmente no verĂŁo passado. Colagem de sons dĂspares que ganham novos significados quando lado-a-lado. O primeiro "Hy" mostra as diferentes influĂȘncias que permeiam o universo do mĂșsico: texturas desconfortĂĄveis envolvem a audição do ouvinte num jogo de acumulação e libertação de tensĂ”es, acompanhado por mudanças de panorĂąmicas e jogos de filtros que dĂŁo mais dinĂąmica ao que se vai desenrolando - a meio ouve-se uma passagem por um beat de House, o Ășnico momento que nĂŁo oferece resistĂȘncias Ă dança. Na continuação do disco, percebe-se mais ou menos que Ă© esta a planificação escolhida para os temas: faixas que dĂŁo para dançar mas que, pelos ritmos atrĂłficos ou pela insistĂȘncia na criação de um cenĂĄrio sĂłnico atravĂ©s dos variados - mas coesivos - samples, Ă© mĂșsica nova, recontextualizada segundo a visĂŁo do produtor. Aqui vive-se uma espĂ©cie de utopia clube - de facto apanham-se as referĂȘncias de alguns sons mais ou menos ubĂquos em certas linguagens musicais sem que Vasco LĂ© as evidencie como demasiado presas aos seus contextos, abrindo terreno para outras possibilidades ou soluçÔes. Pelo meio de "I Fall in Love, Too Easily" ouve-se o que parece uma captação do som de um veĂculo motorizado que, sendo processado e reconfigurado, descobre um novo lugar para habitar sonicamente. Destaque ainda para "Breath", perigoso jungle que encontra em texturas mais ruidosas um veĂculo para que os amen breaks percorram e rasguem a faixa. Disco de estreia comendĂĄvel e apropriado para os mais musicalmente curiosos, Vasco LĂ© apresenta um leque variado de experimentaçÔes e desenvolvimentos de novas possibilidades dentro e fora do contexto da mĂșsica de dança e, consequentemente, dos clubes.












