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Great Dose Of Monotonous Techno
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Great Dose Of Monotonous Techno

Great Dose Of Monotonous Techno

Depois de hĂĄ sensivelmente um ano a Digitalis ter reeditado Frak, a editora norte-americana volta-se outra vez para os sabores techno nĂłrdicos dos anos 1990, regressando Ă  Börft, mas desta vez pegando numa cassete de Ü (Joel Brindefalk). Sem desrespeitar o trabalho da Digitalis, Ă© uma pena que catĂĄlogos como os da Börft precisem de ser absorvidos por rĂłtulos e catalogaçÔes para serem descobertos e engolidos por tendĂȘncias: isto porque, mais do que noutros casos, o catĂĄlogo da Börft foi sempre adequado, influenciador e incĂłlume Ă s modas. E estas reediçÔes acabam por mostrar como certos rĂłtulos sĂŁo essenciais para a sobrevivĂȘncia de alguma electrĂłnica, nĂŁo sĂł a actual, mas principalmente a do passado. O que antes era techno, agora Ă© outra coisa qualquer e isso desperta a curiosidade. A mĂșsica, essa, resiste. E “Great Dose Of Monotonous Techno” mantĂ©m-se, apĂłs estes anos todos, como quarenta minutos desligados da realidade, mĂĄquinas que constroem um som fluente mas que Ă© frequentemente inesperado. Brindefalk cria atmosferas descontroladas com uma total imprevisibilidade em relação Ă quilo que vamos ouvir nos trinta segundos seguintes. O que importa realmente aqui Ă© a fluĂȘncia com que tudo acontece, hĂĄ cortes na mĂșsica, sim, mas o som conduz-se por uma Ă©tica sensorial que se conjuga com as emoçÔes do ouvinte. É, er
, “groove mental”. MĂșsica mutante mas fixa nas suas raĂ­zes techno. Os noventa criaram tanta electrĂłnica de excelĂȘncia.

$5.77

Original: $16.50

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Great Dose Of Monotonous Techno

Depois de hĂĄ sensivelmente um ano a Digitalis ter reeditado Frak, a editora norte-americana volta-se outra vez para os sabores techno nĂłrdicos dos anos 1990, regressando Ă  Börft, mas desta vez pegando numa cassete de Ü (Joel Brindefalk). Sem desrespeitar o trabalho da Digitalis, Ă© uma pena que catĂĄlogos como os da Börft precisem de ser absorvidos por rĂłtulos e catalogaçÔes para serem descobertos e engolidos por tendĂȘncias: isto porque, mais do que noutros casos, o catĂĄlogo da Börft foi sempre adequado, influenciador e incĂłlume Ă s modas. E estas reediçÔes acabam por mostrar como certos rĂłtulos sĂŁo essenciais para a sobrevivĂȘncia de alguma electrĂłnica, nĂŁo sĂł a actual, mas principalmente a do passado. O que antes era techno, agora Ă© outra coisa qualquer e isso desperta a curiosidade. A mĂșsica, essa, resiste. E “Great Dose Of Monotonous Techno” mantĂ©m-se, apĂłs estes anos todos, como quarenta minutos desligados da realidade, mĂĄquinas que constroem um som fluente mas que Ă© frequentemente inesperado. Brindefalk cria atmosferas descontroladas com uma total imprevisibilidade em relação Ă quilo que vamos ouvir nos trinta segundos seguintes. O que importa realmente aqui Ă© a fluĂȘncia com que tudo acontece, hĂĄ cortes na mĂșsica, sim, mas o som conduz-se por uma Ă©tica sensorial que se conjuga com as emoçÔes do ouvinte. É, er
, “groove mental”. MĂșsica mutante mas fixa nas suas raĂ­zes techno. Os noventa criaram tanta electrĂłnica de excelĂȘncia.

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Depois de hĂĄ sensivelmente um ano a Digitalis ter reeditado Frak, a editora norte-americana volta-se outra vez para os sabores techno nĂłrdicos dos anos 1990, regressando Ă  Börft, mas desta vez pegando numa cassete de Ü (Joel Brindefalk). Sem desrespeitar o trabalho da Digitalis, Ă© uma pena que catĂĄlogos como os da Börft precisem de ser absorvidos por rĂłtulos e catalogaçÔes para serem descobertos e engolidos por tendĂȘncias: isto porque, mais do que noutros casos, o catĂĄlogo da Börft foi sempre adequado, influenciador e incĂłlume Ă s modas. E estas reediçÔes acabam por mostrar como certos rĂłtulos sĂŁo essenciais para a sobrevivĂȘncia de alguma electrĂłnica, nĂŁo sĂł a actual, mas principalmente a do passado. O que antes era techno, agora Ă© outra coisa qualquer e isso desperta a curiosidade. A mĂșsica, essa, resiste. E “Great Dose Of Monotonous Techno” mantĂ©m-se, apĂłs estes anos todos, como quarenta minutos desligados da realidade, mĂĄquinas que constroem um som fluente mas que Ă© frequentemente inesperado. Brindefalk cria atmosferas descontroladas com uma total imprevisibilidade em relação Ă quilo que vamos ouvir nos trinta segundos seguintes. O que importa realmente aqui Ă© a fluĂȘncia com que tudo acontece, hĂĄ cortes na mĂșsica, sim, mas o som conduz-se por uma Ă©tica sensorial que se conjuga com as emoçÔes do ouvinte. É, er
, “groove mental”. MĂșsica mutante mas fixa nas suas raĂ­zes techno. Os noventa criaram tanta electrĂłnica de excelĂȘncia.