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So I Can See You
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So I Can See You

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A palavra que mais vezes surge ao ouvir “So I Can See You”, primeiro álbum de Tone, nome artístico de Basil Anthony Harewood, editado no passado pela Rhythm Section International, é transformativo. Ligado ao colectivo CURL onde militam Mica Levi e Coby Sey (ambos colaboram directa ou indirectamente no álbum), Harewood constrói uma série de sons familiares com uma voz própria. O transformativo vem com a ideia de limbo que deixa a navegar em cada riff de guitarra, a cada beat descontraído ou no meloso cadente da sua voz, em que as coisas soam a qualquer outro lugar e, em simultâneo, parecem existir num corpo informal, sujeito a adaptar isto a algo novo. Música que vive no momento, que tanto dá memórias de reggae, R&B, soul, calypso, como de dubstep e, inesperadamente, shoegaze. A soma destas partes todas dão um som singular a Tone e às suas canções formatadas para singles, num álbum onde tudo é orelhudo e que cresce para lá das primeiras impressões. O tema título, por exemplo, com colaboração de Coby Sey parece ska adequado a banda-sonora de filme indie, com um trabalho magnético nas vozes, num ping pong sobreposto entre Harewood e Sey. A forma como “So I Can See You”, a canção, se apresenta respira o que de melhor existe na música de Tone, uma habilidade singular de canalizar melodias familiares para algo novo, que informa das origens afro-caribenhas e britânicas. Pela névoa, ou nostalgia, constante dos seus temas, é fácil de pensar nas canções de Tone como um novo estágio do circuito hauntology britânico, concentrado noutro tipo de espetros e de explorações sonoras: em alguns dos seus temas é possível descortinar a descoberta de uma fórmula para tornar as ideias por detrás da hauntology em canções. Por isso, volta-se ao transformativo, a música que Tone cria ressoa a um sítio familiar mas não parece pertencer a um sítio fixo. Permanece por desfrutar, descobrir.

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A palavra que mais vezes surge ao ouvir “So I Can See You”, primeiro álbum de Tone, nome artístico de Basil Anthony Harewood, editado no passado pela Rhythm Section International, é transformativo. Ligado ao colectivo CURL onde militam Mica Levi e Coby Sey (ambos colaboram directa ou indirectamente no álbum), Harewood constrói uma série de sons familiares com uma voz própria. O transformativo vem com a ideia de limbo que deixa a navegar em cada riff de guitarra, a cada beat descontraído ou no meloso cadente da sua voz, em que as coisas soam a qualquer outro lugar e, em simultâneo, parecem existir num corpo informal, sujeito a adaptar isto a algo novo. Música que vive no momento, que tanto dá memórias de reggae, R&B, soul, calypso, como de dubstep e, inesperadamente, shoegaze. A soma destas partes todas dão um som singular a Tone e às suas canções formatadas para singles, num álbum onde tudo é orelhudo e que cresce para lá das primeiras impressões. O tema título, por exemplo, com colaboração de Coby Sey parece ska adequado a banda-sonora de filme indie, com um trabalho magnético nas vozes, num ping pong sobreposto entre Harewood e Sey. A forma como “So I Can See You”, a canção, se apresenta respira o que de melhor existe na música de Tone, uma habilidade singular de canalizar melodias familiares para algo novo, que informa das origens afro-caribenhas e britânicas. Pela névoa, ou nostalgia, constante dos seus temas, é fácil de pensar nas canções de Tone como um novo estágio do circuito hauntology britânico, concentrado noutro tipo de espetros e de explorações sonoras: em alguns dos seus temas é possível descortinar a descoberta de uma fórmula para tornar as ideias por detrás da hauntology em canções. Por isso, volta-se ao transformativo, a música que Tone cria ressoa a um sítio familiar mas não parece pertencer a um sítio fixo. Permanece por desfrutar, descobrir.

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A palavra que mais vezes surge ao ouvir “So I Can See You”, primeiro álbum de Tone, nome artístico de Basil Anthony Harewood, editado no passado pela Rhythm Section International, é transformativo. Ligado ao colectivo CURL onde militam Mica Levi e Coby Sey (ambos colaboram directa ou indirectamente no álbum), Harewood constrói uma série de sons familiares com uma voz própria. O transformativo vem com a ideia de limbo que deixa a navegar em cada riff de guitarra, a cada beat descontraído ou no meloso cadente da sua voz, em que as coisas soam a qualquer outro lugar e, em simultâneo, parecem existir num corpo informal, sujeito a adaptar isto a algo novo. Música que vive no momento, que tanto dá memórias de reggae, R&B, soul, calypso, como de dubstep e, inesperadamente, shoegaze. A soma destas partes todas dão um som singular a Tone e às suas canções formatadas para singles, num álbum onde tudo é orelhudo e que cresce para lá das primeiras impressões. O tema título, por exemplo, com colaboração de Coby Sey parece ska adequado a banda-sonora de filme indie, com um trabalho magnético nas vozes, num ping pong sobreposto entre Harewood e Sey. A forma como “So I Can See You”, a canção, se apresenta respira o que de melhor existe na música de Tone, uma habilidade singular de canalizar melodias familiares para algo novo, que informa das origens afro-caribenhas e britânicas. Pela névoa, ou nostalgia, constante dos seus temas, é fácil de pensar nas canções de Tone como um novo estágio do circuito hauntology britânico, concentrado noutro tipo de espetros e de explorações sonoras: em alguns dos seus temas é possível descortinar a descoberta de uma fórmula para tornar as ideias por detrás da hauntology em canções. Por isso, volta-se ao transformativo, a música que Tone cria ressoa a um sítio familiar mas não parece pertencer a um sítio fixo. Permanece por desfrutar, descobrir.

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