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Dropped Pianos
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"Ravedeath, 1972" foi um disco belĂ­ssimo, intenso, caleidoscĂłpico, como poucas vezes nos aparecem Ă  frente. Contudo, nĂŁo dĂĄ para ser demasiado conservador nos elogios a Tim Hecker, pois a sua obra Ă© regularmente visitada pela excelĂȘncia, sendo universalmente considerado um dos melhores mĂșsicos electrĂłnicos dos Ășltimos anos. E se precisĂĄssemos de mais provas da sua competĂȘncia, basta pegar neste recente "Dropped Pianos" para entendermos atĂ© onde se estendem os limites de Tim Hecker. A capa diz quase tudo - Ă© uma versĂŁo tintada a negro de "Ravedeath, 1972" -, mas o que estĂĄ lĂĄ dentro Ă© muito melhor - e surpreendente - do que uma versĂŁo ou fac simile. De todo o ardor ambiental do ĂĄlbum editado no inĂ­cio do ano, o canadiano extrai uma sombra semi-acĂșstica dos temas, feita de melodias evaporadas de piano, assombrando a obra original de tal modo que nos gela qualquer pingo de sangue nas veias. Na verdade, ouvimos aqui mĂșsica preparatĂłria para "Ravedeath", erguida como uma espĂ©cie de busca do sagrado, de uma nova liturgia ambiental, quase reducionista. De repente, pequenos golpes de memĂłria recuperam "Radio Amor", ainda um ĂĄlbum de referĂȘncia da sua carreira (2003), mas "Dropped Pianos" Ă© uma obra total, de aterradora beleza e subtil introspecção, que nĂŁo precisa de qualquer subtexto para pĂŽr o nome de Tim Hecker, por duas vezes, na lista da melhor mĂșsica de 2011. ImperdĂ­vel.

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"Ravedeath, 1972" foi um disco belĂ­ssimo, intenso, caleidoscĂłpico, como poucas vezes nos aparecem Ă  frente. Contudo, nĂŁo dĂĄ para ser demasiado conservador nos elogios a Tim Hecker, pois a sua obra Ă© regularmente visitada pela excelĂȘncia, sendo universalmente considerado um dos melhores mĂșsicos electrĂłnicos dos Ășltimos anos. E se precisĂĄssemos de mais provas da sua competĂȘncia, basta pegar neste recente "Dropped Pianos" para entendermos atĂ© onde se estendem os limites de Tim Hecker. A capa diz quase tudo - Ă© uma versĂŁo tintada a negro de "Ravedeath, 1972" -, mas o que estĂĄ lĂĄ dentro Ă© muito melhor - e surpreendente - do que uma versĂŁo ou fac simile. De todo o ardor ambiental do ĂĄlbum editado no inĂ­cio do ano, o canadiano extrai uma sombra semi-acĂșstica dos temas, feita de melodias evaporadas de piano, assombrando a obra original de tal modo que nos gela qualquer pingo de sangue nas veias. Na verdade, ouvimos aqui mĂșsica preparatĂłria para "Ravedeath", erguida como uma espĂ©cie de busca do sagrado, de uma nova liturgia ambiental, quase reducionista. De repente, pequenos golpes de memĂłria recuperam "Radio Amor", ainda um ĂĄlbum de referĂȘncia da sua carreira (2003), mas "Dropped Pianos" Ă© uma obra total, de aterradora beleza e subtil introspecção, que nĂŁo precisa de qualquer subtexto para pĂŽr o nome de Tim Hecker, por duas vezes, na lista da melhor mĂșsica de 2011. ImperdĂ­vel.

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"Ravedeath, 1972" foi um disco belĂ­ssimo, intenso, caleidoscĂłpico, como poucas vezes nos aparecem Ă  frente. Contudo, nĂŁo dĂĄ para ser demasiado conservador nos elogios a Tim Hecker, pois a sua obra Ă© regularmente visitada pela excelĂȘncia, sendo universalmente considerado um dos melhores mĂșsicos electrĂłnicos dos Ășltimos anos. E se precisĂĄssemos de mais provas da sua competĂȘncia, basta pegar neste recente "Dropped Pianos" para entendermos atĂ© onde se estendem os limites de Tim Hecker. A capa diz quase tudo - Ă© uma versĂŁo tintada a negro de "Ravedeath, 1972" -, mas o que estĂĄ lĂĄ dentro Ă© muito melhor - e surpreendente - do que uma versĂŁo ou fac simile. De todo o ardor ambiental do ĂĄlbum editado no inĂ­cio do ano, o canadiano extrai uma sombra semi-acĂșstica dos temas, feita de melodias evaporadas de piano, assombrando a obra original de tal modo que nos gela qualquer pingo de sangue nas veias. Na verdade, ouvimos aqui mĂșsica preparatĂłria para "Ravedeath", erguida como uma espĂ©cie de busca do sagrado, de uma nova liturgia ambiental, quase reducionista. De repente, pequenos golpes de memĂłria recuperam "Radio Amor", ainda um ĂĄlbum de referĂȘncia da sua carreira (2003), mas "Dropped Pianos" Ă© uma obra total, de aterradora beleza e subtil introspecção, que nĂŁo precisa de qualquer subtexto para pĂŽr o nome de Tim Hecker, por duas vezes, na lista da melhor mĂșsica de 2011. ImperdĂ­vel.