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Flow Critical Lucidity
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O ano nĂŁo acaba sem um disco “pop” de Thurston Moore. É o nono disco a solo, abraçando as suas influĂȘncias - como a de Velvet Underground, toda a escola da mĂșsica minimalista e atĂ© a mĂșsica Noise - de forma assumida e destemida. Os dedilhares de guitarra na primeira “New in Town”, juntamente com a percussĂŁo tribal, levam-nos a um sĂ­tio longĂ­nquo e desconhecido. “Sans Limites”, com a voz processada de Laetitia Sadier a preencher o soundscape, conduz-nos invariavelmente aos tempos de Sonic Youth com os bonitos acordes de Moore na guitarra, planantes por cima de ondas texturais e uma secção rĂ­tmica minimalista. MĂșsicas longas e expressivas, de composiçÔes sĂłlidas com clara sensibilidade pop a ocuparem o lugar de alta energia que permeava a sua mĂșsica no passado. Tom lĂąnguido, com electrĂłnica abstracta e sedativa (espreitem os sons a meio da “We Get High”, belo par com a guitarra carregada de delay), com repetiçÔes estruturais de carĂĄcter meditativo. É um disco que contempla anos de carreira e de vivĂȘncias musicais, culminando-as num ĂĄlbum que soa tanto a Sonic Youth como Ă s influĂȘncias da mĂșsica de Thurston Moore, mais arrastado e despreocupado. Engenhos de estĂșdio pensados ao pormenor substituem os impetuosos espasmos rock do passado. Disco que se alinha minimamente com a direcção que Moore mostrou nos Ășltimos discos, como "By the Fire" e "Screen Time" (em particular, todas as manipulaçÔes de som feitas em estĂșdio), mas com uma maior nostalgia pelo passado - em particular, pelas composiçÔes e pelo espĂ­rito de Sonic Youth. Se Kim Gordon revela, nos Ășltimos discos, uma fuga ao som caracterĂ­stico da sua antiga banda, Moore revela o contrĂĄrio, colando-se Ă s suas antigas motivaçÔes rock. Onde irĂĄ ele a seguir? Estaremos aqui para ver. 

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O ano nĂŁo acaba sem um disco “pop” de Thurston Moore. É o nono disco a solo, abraçando as suas influĂȘncias - como a de Velvet Underground, toda a escola da mĂșsica minimalista e atĂ© a mĂșsica Noise - de forma assumida e destemida. Os dedilhares de guitarra na primeira “New in Town”, juntamente com a percussĂŁo tribal, levam-nos a um sĂ­tio longĂ­nquo e desconhecido. “Sans Limites”, com a voz processada de Laetitia Sadier a preencher o soundscape, conduz-nos invariavelmente aos tempos de Sonic Youth com os bonitos acordes de Moore na guitarra, planantes por cima de ondas texturais e uma secção rĂ­tmica minimalista. MĂșsicas longas e expressivas, de composiçÔes sĂłlidas com clara sensibilidade pop a ocuparem o lugar de alta energia que permeava a sua mĂșsica no passado. Tom lĂąnguido, com electrĂłnica abstracta e sedativa (espreitem os sons a meio da “We Get High”, belo par com a guitarra carregada de delay), com repetiçÔes estruturais de carĂĄcter meditativo. É um disco que contempla anos de carreira e de vivĂȘncias musicais, culminando-as num ĂĄlbum que soa tanto a Sonic Youth como Ă s influĂȘncias da mĂșsica de Thurston Moore, mais arrastado e despreocupado. Engenhos de estĂșdio pensados ao pormenor substituem os impetuosos espasmos rock do passado. Disco que se alinha minimamente com a direcção que Moore mostrou nos Ășltimos discos, como "By the Fire" e "Screen Time" (em particular, todas as manipulaçÔes de som feitas em estĂșdio), mas com uma maior nostalgia pelo passado - em particular, pelas composiçÔes e pelo espĂ­rito de Sonic Youth. Se Kim Gordon revela, nos Ășltimos discos, uma fuga ao som caracterĂ­stico da sua antiga banda, Moore revela o contrĂĄrio, colando-se Ă s suas antigas motivaçÔes rock. Onde irĂĄ ele a seguir? Estaremos aqui para ver. 

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O ano nĂŁo acaba sem um disco “pop” de Thurston Moore. É o nono disco a solo, abraçando as suas influĂȘncias - como a de Velvet Underground, toda a escola da mĂșsica minimalista e atĂ© a mĂșsica Noise - de forma assumida e destemida. Os dedilhares de guitarra na primeira “New in Town”, juntamente com a percussĂŁo tribal, levam-nos a um sĂ­tio longĂ­nquo e desconhecido. “Sans Limites”, com a voz processada de Laetitia Sadier a preencher o soundscape, conduz-nos invariavelmente aos tempos de Sonic Youth com os bonitos acordes de Moore na guitarra, planantes por cima de ondas texturais e uma secção rĂ­tmica minimalista. MĂșsicas longas e expressivas, de composiçÔes sĂłlidas com clara sensibilidade pop a ocuparem o lugar de alta energia que permeava a sua mĂșsica no passado. Tom lĂąnguido, com electrĂłnica abstracta e sedativa (espreitem os sons a meio da “We Get High”, belo par com a guitarra carregada de delay), com repetiçÔes estruturais de carĂĄcter meditativo. É um disco que contempla anos de carreira e de vivĂȘncias musicais, culminando-as num ĂĄlbum que soa tanto a Sonic Youth como Ă s influĂȘncias da mĂșsica de Thurston Moore, mais arrastado e despreocupado. Engenhos de estĂșdio pensados ao pormenor substituem os impetuosos espasmos rock do passado. Disco que se alinha minimamente com a direcção que Moore mostrou nos Ășltimos discos, como "By the Fire" e "Screen Time" (em particular, todas as manipulaçÔes de som feitas em estĂșdio), mas com uma maior nostalgia pelo passado - em particular, pelas composiçÔes e pelo espĂ­rito de Sonic Youth. Se Kim Gordon revela, nos Ășltimos discos, uma fuga ao som caracterĂ­stico da sua antiga banda, Moore revela o contrĂĄrio, colando-se Ă s suas antigas motivaçÔes rock. Onde irĂĄ ele a seguir? Estaremos aqui para ver.Â