
New Hymn To Freedom
Quando as coisas se alinham há muito pouco que se pode fazer. 2018 foi o ano em que o mundo se reconciliou com o jazz britânico, discos, destaques e motivações por novos nomes levaram a que se criasse um novo olhar, ou uma nova forma de olhar, pelo jazz que se faz no Reino Unido. Foi #1 na The Wire (Sons Of Kemet), reencontrou fórmulas de Madlib (Kamaal Williams) ou desfilou em ondas que assimilam a electrónica da Leaf com o New Age. "New Hymn To Freedom" foi ficando para trás nos nossos destaques: uma primeira edição que esgotou muito rapidamente é, em parte, responsável por isso. Projecto a três, Luke Abbott no comando, mais Jack Wyllie e Laurence Pike, os Szun Waves fundem as aberturas new age de Suzanne Ciani com paisagens com o rigor de um Murcof inicial, abrindo montanhas, criando passagens de rios. "New Hymn To Freedom" é bastante auto-explicativo, quando aprendemos que todas as seis faixas no álbum resultam da improvisação dos três músicos em conjunto, sem edição ou acrescentos. Luke Abbott, Jack Wyllie e Laurence Pike tocam, entre eles, áreas tão diversas como jazz, clássica, ambiental e techno. Sem constrangimentos de género, não estão também obrigados a fazer desfilar referências óbvias de qualquer dessas áreas, preferindo, em conjunto, encontrar pontos de intersecção de onde resultam novas coisas. Nessa busca, nada soa deslocado ou despropositado. Synth, sax e bateria seguem algumas coordenadas de jazz espiritual, tão depressa integrado num salão de vistas largas como numa densa floresta, observando as necessárias diferenças de ritmo e atmosfera. A dados momentos "New Hymn To Freedon" desprende-se do impacto jazz inicial e depressa se torna numa corrente de ideias, onde os movimentos vão confluindo sempre na mesma direcção, em harmonia. Por vezes a bateria desaparece e a música dos Szun Waves parece um filme, um confluir de imagens em cores esbatidas, neutras, simples, com um conforto de lã.
New Hymn To Freedom
Quando as coisas se alinham há muito pouco que se pode fazer. 2018 foi o ano em que o mundo se reconciliou com o jazz britânico, discos, destaques e motivações por novos nomes levaram a que se criasse um novo olhar, ou uma nova forma de olhar, pelo jazz que se faz no Reino Unido. Foi #1 na The Wire (Sons Of Kemet), reencontrou fórmulas de Madlib (Kamaal Williams) ou desfilou em ondas que assimilam a electrónica da Leaf com o New Age. "New Hymn To Freedom" foi ficando para trás nos nossos destaques: uma primeira edição que esgotou muito rapidamente é, em parte, responsável por isso. Projecto a três, Luke Abbott no comando, mais Jack Wyllie e Laurence Pike, os Szun Waves fundem as aberturas new age de Suzanne Ciani com paisagens com o rigor de um Murcof inicial, abrindo montanhas, criando passagens de rios. "New Hymn To Freedom" é bastante auto-explicativo, quando aprendemos que todas as seis faixas no álbum resultam da improvisação dos três músicos em conjunto, sem edição ou acrescentos. Luke Abbott, Jack Wyllie e Laurence Pike tocam, entre eles, áreas tão diversas como jazz, clássica, ambiental e techno. Sem constrangimentos de género, não estão também obrigados a fazer desfilar referências óbvias de qualquer dessas áreas, preferindo, em conjunto, encontrar pontos de intersecção de onde resultam novas coisas. Nessa busca, nada soa deslocado ou despropositado. Synth, sax e bateria seguem algumas coordenadas de jazz espiritual, tão depressa integrado num salão de vistas largas como numa densa floresta, observando as necessárias diferenças de ritmo e atmosfera. A dados momentos "New Hymn To Freedon" desprende-se do impacto jazz inicial e depressa se torna numa corrente de ideias, onde os movimentos vão confluindo sempre na mesma direcção, em harmonia. Por vezes a bateria desaparece e a música dos Szun Waves parece um filme, um confluir de imagens em cores esbatidas, neutras, simples, com um conforto de lã.
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Quando as coisas se alinham há muito pouco que se pode fazer. 2018 foi o ano em que o mundo se reconciliou com o jazz britânico, discos, destaques e motivações por novos nomes levaram a que se criasse um novo olhar, ou uma nova forma de olhar, pelo jazz que se faz no Reino Unido. Foi #1 na The Wire (Sons Of Kemet), reencontrou fórmulas de Madlib (Kamaal Williams) ou desfilou em ondas que assimilam a electrónica da Leaf com o New Age. "New Hymn To Freedom" foi ficando para trás nos nossos destaques: uma primeira edição que esgotou muito rapidamente é, em parte, responsável por isso. Projecto a três, Luke Abbott no comando, mais Jack Wyllie e Laurence Pike, os Szun Waves fundem as aberturas new age de Suzanne Ciani com paisagens com o rigor de um Murcof inicial, abrindo montanhas, criando passagens de rios. "New Hymn To Freedom" é bastante auto-explicativo, quando aprendemos que todas as seis faixas no álbum resultam da improvisação dos três músicos em conjunto, sem edição ou acrescentos. Luke Abbott, Jack Wyllie e Laurence Pike tocam, entre eles, áreas tão diversas como jazz, clássica, ambiental e techno. Sem constrangimentos de género, não estão também obrigados a fazer desfilar referências óbvias de qualquer dessas áreas, preferindo, em conjunto, encontrar pontos de intersecção de onde resultam novas coisas. Nessa busca, nada soa deslocado ou despropositado. Synth, sax e bateria seguem algumas coordenadas de jazz espiritual, tão depressa integrado num salão de vistas largas como numa densa floresta, observando as necessárias diferenças de ritmo e atmosfera. A dados momentos "New Hymn To Freedon" desprende-se do impacto jazz inicial e depressa se torna numa corrente de ideias, onde os movimentos vão confluindo sempre na mesma direcção, em harmonia. Por vezes a bateria desaparece e a música dos Szun Waves parece um filme, um confluir de imagens em cores esbatidas, neutras, simples, com um conforto de lã.












