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Squarepusher reinventa-se a cada disco que lança. Se há uns anos nos dissessem que, pela altura de "Kammerkonzert", Squarepusher estaria a apostar numa espécie de jazz MIDI, seguindo a linhagem de discos como Jazz from Hell de Zappa ou, indiscretamente, de "Camerata Elettronica" dos Telectu, provavelmente acreditaríamos, já que Tom Jenkinson e o seu baixo têm vindo a desenvolver uma linguagem em disco que deve muito mais ao jazz e a uma linguagem contemporânea do que os primeiros esforços mais ligados ao breakcore/drum and bass. Mesmo com o seu título, nem tudo aqui é música de câmara: "K2 Central" apoia-se numa sequência em baixo groovada sobre 808 e 303, fazendo lembrar mais os discos iniciais de Squarepusher - são os jogos de cordas que tornam este Jenkinson numa nova versão de si mesmo, mais alinhado com uma visão cinematográfica (ou cinemática) da sua própria música, propondo tensão e suspensão nesta faixa que até com campainhas/sinos conta, ligando a percussão da 808 com uma MIDI, mais realista, sugerindo essa ambição de elevar a sua música a um outro patamar menos computorizado. "K4 Fairlands" liga os seus jogos de ritmos quebrados com cordas, sopros e outros instrumentos de câmara, aproximando-se de intenções como a do disco em húngaro de Venetian Snares. "K3 Dilligence" volta a afastar-se do hardware clássico de música electrónica e sugere um tictatear nos passos de um trombone, com bateria "real" a conferir ritmo ao luxo de cordas e instrumentos de percussão metalizados, melodiosos, que vão surgindo, até irromper uma secção em piano que torna este disco - quase - num disco de prog. "Kammerkonzert" é, portanto, um disco que corrobora o desenvolvimento natural da música de Tom Jenkinson, uma convergência de todas as vontades avistadas na música de Squarepusher até então, com ambição de ir além do óbvio e de misturar géneros como poucos o fazem. Música de câmara? Mais que isso. É um concerto em quatro dimensões a desbravar-se à nossa frente.

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Squarepusher reinventa-se a cada disco que lança. Se há uns anos nos dissessem que, pela altura de "Kammerkonzert", Squarepusher estaria a apostar numa espécie de jazz MIDI, seguindo a linhagem de discos como Jazz from Hell de Zappa ou, indiscretamente, de "Camerata Elettronica" dos Telectu, provavelmente acreditaríamos, já que Tom Jenkinson e o seu baixo têm vindo a desenvolver uma linguagem em disco que deve muito mais ao jazz e a uma linguagem contemporânea do que os primeiros esforços mais ligados ao breakcore/drum and bass. Mesmo com o seu título, nem tudo aqui é música de câmara: "K2 Central" apoia-se numa sequência em baixo groovada sobre 808 e 303, fazendo lembrar mais os discos iniciais de Squarepusher - são os jogos de cordas que tornam este Jenkinson numa nova versão de si mesmo, mais alinhado com uma visão cinematográfica (ou cinemática) da sua própria música, propondo tensão e suspensão nesta faixa que até com campainhas/sinos conta, ligando a percussão da 808 com uma MIDI, mais realista, sugerindo essa ambição de elevar a sua música a um outro patamar menos computorizado. "K4 Fairlands" liga os seus jogos de ritmos quebrados com cordas, sopros e outros instrumentos de câmara, aproximando-se de intenções como a do disco em húngaro de Venetian Snares. "K3 Dilligence" volta a afastar-se do hardware clássico de música electrónica e sugere um tictatear nos passos de um trombone, com bateria "real" a conferir ritmo ao luxo de cordas e instrumentos de percussão metalizados, melodiosos, que vão surgindo, até irromper uma secção em piano que torna este disco - quase - num disco de prog. "Kammerkonzert" é, portanto, um disco que corrobora o desenvolvimento natural da música de Tom Jenkinson, uma convergência de todas as vontades avistadas na música de Squarepusher até então, com ambição de ir além do óbvio e de misturar géneros como poucos o fazem. Música de câmara? Mais que isso. É um concerto em quatro dimensões a desbravar-se à nossa frente.

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Squarepusher reinventa-se a cada disco que lança. Se há uns anos nos dissessem que, pela altura de "Kammerkonzert", Squarepusher estaria a apostar numa espécie de jazz MIDI, seguindo a linhagem de discos como Jazz from Hell de Zappa ou, indiscretamente, de "Camerata Elettronica" dos Telectu, provavelmente acreditaríamos, já que Tom Jenkinson e o seu baixo têm vindo a desenvolver uma linguagem em disco que deve muito mais ao jazz e a uma linguagem contemporânea do que os primeiros esforços mais ligados ao breakcore/drum and bass. Mesmo com o seu título, nem tudo aqui é música de câmara: "K2 Central" apoia-se numa sequência em baixo groovada sobre 808 e 303, fazendo lembrar mais os discos iniciais de Squarepusher - são os jogos de cordas que tornam este Jenkinson numa nova versão de si mesmo, mais alinhado com uma visão cinematográfica (ou cinemática) da sua própria música, propondo tensão e suspensão nesta faixa que até com campainhas/sinos conta, ligando a percussão da 808 com uma MIDI, mais realista, sugerindo essa ambição de elevar a sua música a um outro patamar menos computorizado. "K4 Fairlands" liga os seus jogos de ritmos quebrados com cordas, sopros e outros instrumentos de câmara, aproximando-se de intenções como a do disco em húngaro de Venetian Snares. "K3 Dilligence" volta a afastar-se do hardware clássico de música electrónica e sugere um tictatear nos passos de um trombone, com bateria "real" a conferir ritmo ao luxo de cordas e instrumentos de percussão metalizados, melodiosos, que vão surgindo, até irromper uma secção em piano que torna este disco - quase - num disco de prog. "Kammerkonzert" é, portanto, um disco que corrobora o desenvolvimento natural da música de Tom Jenkinson, uma convergência de todas as vontades avistadas na música de Squarepusher até então, com ambição de ir além do óbvio e de misturar géneros como poucos o fazem. Música de câmara? Mais que isso. É um concerto em quatro dimensões a desbravar-se à nossa frente.

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