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Suns.shadows
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Nesta altura de escassez qualitativa de música electrónica de cariz menos convencional, em que as editoras estandarte de há uns anos estão com edições reduzidíssimas - o que é sempre preferível à falta de critério -, percebe-se que uma editora como a Mosz (ou a Type) consiga perfurar o sistema impondo a sua visão particular dos acontecimentos. Centrada em Viena, na terra da Mego, a Mosz percorre caminhos laterais e acarinha amigos e projectos que se avistam do seu quintal - proximidade e vizinhança. A Mosz lançou no final do ano de 2006 a estreia de Rashim, também de Viena, uma dupla de senhoras que anda há alguns anos a colaborar em diferentes media. E se precisássemos de teasing extra, o início de «Suns.shadows» aproveita a bateria de Martin Brandlmayr para elevar a fasquia. Daqui parte todo o processo do álbum: elementos acústicos ou transformados em acústicos, fragmentados, em sincopada organização, iludindo a falta de ritmo para criar o seu próprio ritmo. Nada de excessos, nada de preguiça, nada de drones; sons escolhidos a dedo, arrumados com atitude Concreta, passeando entre a pop (arty, claro) e a música contemporânea ("queremos juntar Xenakis e a música techno", ameaçaram ironicamente). No final, a festa perfeita com humor Kevin Blechdom, com um baixo e marimbas tímidos de Brandlmayr e o piano de Howe Gelb, destruindo «Total Eclipse Of The Heart» de Bonnie Tyler até a um ridículo ébrio.

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Nesta altura de escassez qualitativa de música electrónica de cariz menos convencional, em que as editoras estandarte de há uns anos estão com edições reduzidíssimas - o que é sempre preferível à falta de critério -, percebe-se que uma editora como a Mosz (ou a Type) consiga perfurar o sistema impondo a sua visão particular dos acontecimentos. Centrada em Viena, na terra da Mego, a Mosz percorre caminhos laterais e acarinha amigos e projectos que se avistam do seu quintal - proximidade e vizinhança. A Mosz lançou no final do ano de 2006 a estreia de Rashim, também de Viena, uma dupla de senhoras que anda há alguns anos a colaborar em diferentes media. E se precisássemos de teasing extra, o início de «Suns.shadows» aproveita a bateria de Martin Brandlmayr para elevar a fasquia. Daqui parte todo o processo do álbum: elementos acústicos ou transformados em acústicos, fragmentados, em sincopada organização, iludindo a falta de ritmo para criar o seu próprio ritmo. Nada de excessos, nada de preguiça, nada de drones; sons escolhidos a dedo, arrumados com atitude Concreta, passeando entre a pop (arty, claro) e a música contemporânea ("queremos juntar Xenakis e a música techno", ameaçaram ironicamente). No final, a festa perfeita com humor Kevin Blechdom, com um baixo e marimbas tímidos de Brandlmayr e o piano de Howe Gelb, destruindo «Total Eclipse Of The Heart» de Bonnie Tyler até a um ridículo ébrio.

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Nesta altura de escassez qualitativa de música electrónica de cariz menos convencional, em que as editoras estandarte de há uns anos estão com edições reduzidíssimas - o que é sempre preferível à falta de critério -, percebe-se que uma editora como a Mosz (ou a Type) consiga perfurar o sistema impondo a sua visão particular dos acontecimentos. Centrada em Viena, na terra da Mego, a Mosz percorre caminhos laterais e acarinha amigos e projectos que se avistam do seu quintal - proximidade e vizinhança. A Mosz lançou no final do ano de 2006 a estreia de Rashim, também de Viena, uma dupla de senhoras que anda há alguns anos a colaborar em diferentes media. E se precisássemos de teasing extra, o início de «Suns.shadows» aproveita a bateria de Martin Brandlmayr para elevar a fasquia. Daqui parte todo o processo do álbum: elementos acústicos ou transformados em acústicos, fragmentados, em sincopada organização, iludindo a falta de ritmo para criar o seu próprio ritmo. Nada de excessos, nada de preguiça, nada de drones; sons escolhidos a dedo, arrumados com atitude Concreta, passeando entre a pop (arty, claro) e a música contemporânea ("queremos juntar Xenakis e a música techno", ameaçaram ironicamente). No final, a festa perfeita com humor Kevin Blechdom, com um baixo e marimbas tímidos de Brandlmayr e o piano de Howe Gelb, destruindo «Total Eclipse Of The Heart» de Bonnie Tyler até a um ridículo ébrio.