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R.N.A.O Meets P.O.P.O
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Verdade seja dita: sĂŁo muitos (quase todos?) os estilos musicais homenageados pelos japoneses e com a singularidade que lhes Ă© prĂłpria. HĂĄ duas editoras que vĂȘm ao de cima quando pensamos em tudo o que diz respeito a Industrial, Minimal Synth, enfim, mĂșsica vanguardista, no contexto japonĂȘs: a Vanity Records e a Vanilla Records. Foi na primeira, de Osaka - a capital da contracultura japonesa - que surgiu "R.N.A.O Meets P.O.P.O", elusivo disco de RNA Organism que parece prestar homenagem ao elemento de pureza que encontramos, por exemplo, na mĂșsica de Suicide, de carĂĄcter naive sem o ser, de uma inocĂȘncia e honestidade musicais, da primazia do som pelo som. Trabalho de escultura sĂłnica exemplar, onde a cadĂȘncia lenta de faixas como "Weimar 22" ou " Howareyou, Whyou" dĂŁo o ritmo para que guitarras, efeitos de fita e os loops ritmicos criem este cocktail de sons abrasivos, directos, enigmĂĄticos e estimulantes, de espĂ­rito eminentemente punk. HĂĄ ainda um namoro com a mĂșsica jamaicana em "Yes, Africa Must Be Free Eternally", onde a mesma parafernĂĄlia crua de sons entra numa lĂłgica dub, com direito a uma melĂłdica planante que trilha o caminho para que ruĂ­dos industriais corrompam a paisagem sonora. Um dos muitos capĂ­tulos da histĂłria da mĂșsica vanguardista japonesa, que aqui se corrobora crua, honesta, com sentido cronolĂłgico e de referĂȘncias musicais interessantes e arrojadas. Sem grandes adornos e sem um trabalho de estĂșdio altivo, Ă© mĂșsica simples sem ser bĂĄsica, rica sem ser ostensiva, misteriosa sem soar pretensiosa. Um marco na histĂłria da mĂșsica que prova que a simplicidade musical Ă© das metas mais difĂ­ceis neste processo criativo.

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Verdade seja dita: sĂŁo muitos (quase todos?) os estilos musicais homenageados pelos japoneses e com a singularidade que lhes Ă© prĂłpria. HĂĄ duas editoras que vĂȘm ao de cima quando pensamos em tudo o que diz respeito a Industrial, Minimal Synth, enfim, mĂșsica vanguardista, no contexto japonĂȘs: a Vanity Records e a Vanilla Records. Foi na primeira, de Osaka - a capital da contracultura japonesa - que surgiu "R.N.A.O Meets P.O.P.O", elusivo disco de RNA Organism que parece prestar homenagem ao elemento de pureza que encontramos, por exemplo, na mĂșsica de Suicide, de carĂĄcter naive sem o ser, de uma inocĂȘncia e honestidade musicais, da primazia do som pelo som. Trabalho de escultura sĂłnica exemplar, onde a cadĂȘncia lenta de faixas como "Weimar 22" ou " Howareyou, Whyou" dĂŁo o ritmo para que guitarras, efeitos de fita e os loops ritmicos criem este cocktail de sons abrasivos, directos, enigmĂĄticos e estimulantes, de espĂ­rito eminentemente punk. HĂĄ ainda um namoro com a mĂșsica jamaicana em "Yes, Africa Must Be Free Eternally", onde a mesma parafernĂĄlia crua de sons entra numa lĂłgica dub, com direito a uma melĂłdica planante que trilha o caminho para que ruĂ­dos industriais corrompam a paisagem sonora. Um dos muitos capĂ­tulos da histĂłria da mĂșsica vanguardista japonesa, que aqui se corrobora crua, honesta, com sentido cronolĂłgico e de referĂȘncias musicais interessantes e arrojadas. Sem grandes adornos e sem um trabalho de estĂșdio altivo, Ă© mĂșsica simples sem ser bĂĄsica, rica sem ser ostensiva, misteriosa sem soar pretensiosa. Um marco na histĂłria da mĂșsica que prova que a simplicidade musical Ă© das metas mais difĂ­ceis neste processo criativo.

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Verdade seja dita: sĂŁo muitos (quase todos?) os estilos musicais homenageados pelos japoneses e com a singularidade que lhes Ă© prĂłpria. HĂĄ duas editoras que vĂȘm ao de cima quando pensamos em tudo o que diz respeito a Industrial, Minimal Synth, enfim, mĂșsica vanguardista, no contexto japonĂȘs: a Vanity Records e a Vanilla Records. Foi na primeira, de Osaka - a capital da contracultura japonesa - que surgiu "R.N.A.O Meets P.O.P.O", elusivo disco de RNA Organism que parece prestar homenagem ao elemento de pureza que encontramos, por exemplo, na mĂșsica de Suicide, de carĂĄcter naive sem o ser, de uma inocĂȘncia e honestidade musicais, da primazia do som pelo som. Trabalho de escultura sĂłnica exemplar, onde a cadĂȘncia lenta de faixas como "Weimar 22" ou " Howareyou, Whyou" dĂŁo o ritmo para que guitarras, efeitos de fita e os loops ritmicos criem este cocktail de sons abrasivos, directos, enigmĂĄticos e estimulantes, de espĂ­rito eminentemente punk. HĂĄ ainda um namoro com a mĂșsica jamaicana em "Yes, Africa Must Be Free Eternally", onde a mesma parafernĂĄlia crua de sons entra numa lĂłgica dub, com direito a uma melĂłdica planante que trilha o caminho para que ruĂ­dos industriais corrompam a paisagem sonora. Um dos muitos capĂ­tulos da histĂłria da mĂșsica vanguardista japonesa, que aqui se corrobora crua, honesta, com sentido cronolĂłgico e de referĂȘncias musicais interessantes e arrojadas. Sem grandes adornos e sem um trabalho de estĂșdio altivo, Ă© mĂșsica simples sem ser bĂĄsica, rica sem ser ostensiva, misteriosa sem soar pretensiosa. Um marco na histĂłria da mĂșsica que prova que a simplicidade musical Ă© das metas mais difĂ­ceis neste processo criativo.