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Uma das coisas mais sensatas que se pode dizer sobre a música de Peter Evans, até ao momento, passa pela forma como consegue fazer-nos sentir à-vontade perante música tão exigente. Um arrojo constante - até podemos dizer progressivo, pela vontade em não parar, estagnar - que muda de argumentos a cada álbum, mesmo quando insiste na mesma formação. Não é o caso deste "Extra", apesar de Peter Eldh (Koma Saxo / Post Koma) e Jim Black trabalharem com Evans há algum tempo, aqui o sabor é novo, em rota de colisão com os Evans relativamente recentes (desde o projecto Being & Becoming e o maravilhoso "Murmurs"). Talvez não bem em rota de colisão, porque o movimento é para a frente - e talvez, não entre em rota porque leva tudo à frente. Evans & co. misturam jactos expressivos de som misturados com ritmo, uma combinação em medida certa, e com sentido de descoberta. Em "Boom" o trompete de Evans está num beco, em rodopios e corrupio, e o contrabaixo e a bateria encostam-no progressivamente à parede. Sairá de lá? Essa é a interrogação em contínuo, enquanto a ideia é puxada, puxada, puxada até ao limite. É como se Evans quisesse estar ali, a ser desafiado, à procura de soluções para problemas que o próprio cria. Somos puxados para essa narrativa, para a ideia de música que se fecha com um propósito e sermos premiados com a envolvência de uma resolução. E nesta ordem cósmica, entre prazer, descoberta e realização de limites, apercebemo-nos que tudo isto é fácil. O extra do "Extra".

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Uma das coisas mais sensatas que se pode dizer sobre a música de Peter Evans, até ao momento, passa pela forma como consegue fazer-nos sentir à-vontade perante música tão exigente. Um arrojo constante - até podemos dizer progressivo, pela vontade em não parar, estagnar - que muda de argumentos a cada álbum, mesmo quando insiste na mesma formação. Não é o caso deste "Extra", apesar de Peter Eldh (Koma Saxo / Post Koma) e Jim Black trabalharem com Evans há algum tempo, aqui o sabor é novo, em rota de colisão com os Evans relativamente recentes (desde o projecto Being & Becoming e o maravilhoso "Murmurs"). Talvez não bem em rota de colisão, porque o movimento é para a frente - e talvez, não entre em rota porque leva tudo à frente. Evans & co. misturam jactos expressivos de som misturados com ritmo, uma combinação em medida certa, e com sentido de descoberta. Em "Boom" o trompete de Evans está num beco, em rodopios e corrupio, e o contrabaixo e a bateria encostam-no progressivamente à parede. Sairá de lá? Essa é a interrogação em contínuo, enquanto a ideia é puxada, puxada, puxada até ao limite. É como se Evans quisesse estar ali, a ser desafiado, à procura de soluções para problemas que o próprio cria. Somos puxados para essa narrativa, para a ideia de música que se fecha com um propósito e sermos premiados com a envolvência de uma resolução. E nesta ordem cósmica, entre prazer, descoberta e realização de limites, apercebemo-nos que tudo isto é fácil. O extra do "Extra".

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Uma das coisas mais sensatas que se pode dizer sobre a música de Peter Evans, até ao momento, passa pela forma como consegue fazer-nos sentir à-vontade perante música tão exigente. Um arrojo constante - até podemos dizer progressivo, pela vontade em não parar, estagnar - que muda de argumentos a cada álbum, mesmo quando insiste na mesma formação. Não é o caso deste "Extra", apesar de Peter Eldh (Koma Saxo / Post Koma) e Jim Black trabalharem com Evans há algum tempo, aqui o sabor é novo, em rota de colisão com os Evans relativamente recentes (desde o projecto Being & Becoming e o maravilhoso "Murmurs"). Talvez não bem em rota de colisão, porque o movimento é para a frente - e talvez, não entre em rota porque leva tudo à frente. Evans & co. misturam jactos expressivos de som misturados com ritmo, uma combinação em medida certa, e com sentido de descoberta. Em "Boom" o trompete de Evans está num beco, em rodopios e corrupio, e o contrabaixo e a bateria encostam-no progressivamente à parede. Sairá de lá? Essa é a interrogação em contínuo, enquanto a ideia é puxada, puxada, puxada até ao limite. É como se Evans quisesse estar ali, a ser desafiado, à procura de soluções para problemas que o próprio cria. Somos puxados para essa narrativa, para a ideia de música que se fecha com um propósito e sermos premiados com a envolvência de uma resolução. E nesta ordem cósmica, entre prazer, descoberta e realização de limites, apercebemo-nos que tudo isto é fácil. O extra do "Extra".

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