
Victor Gomes: Juntos Outra Vez
"Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomesâ Ă© uma obra que fala sobre a histĂłria de um outro Portugal, ainda desconhecido pela maioria e Ă espera de ser desbravado por leitores nacionais e estrangeiros. Sempre se falou superficialmente sobre as dĂ©cadas de quarenta a setenta em Portugal, em certa medida devido Ă s vicissitudes polĂticas e sociais inerentes ao regime polĂtico dessa Ă©poca: ambientes e ambiĂȘncias, vivĂȘncias Ă flor-da-pele que ficaram cristalizadas no tempo e que estĂŁo Ă espera de serem redescobertas.
O que começou por ser um longo relato de estĂłrias verdadeiras e fabulosas de uma vida cheia de aventuras e emoçÔes resultou numa obra sensorial, quase cinematogrĂĄfica, cheia de som, cor e imagens. Um autĂȘntico convite Ă viagem espaço-temporal e um festim estĂ©tico a nĂvel visual:
Uma infĂąncia dura e sem famĂlia:
âUma das memĂłrias mais marcantes, no inĂcio de vida no Instituto, eram os guinchos arrepiantes que as hienas lançavam durante a noite â as kizumbas! Os miĂșdos trancavam-se o melhor que podiam nas camaratas dos tais barracĂ”es inĂłspitos e ouviam aquela chiadeira terrĂvel que mais fazia lembrar um choro fĂșnebre.â
Um miĂșdo rebelde e destemido:
âEm janeiro de 1956, quase a fazer dezasseis anos, o Victor enceta outros caminhos profissionais; procura trabalho como actor e como mĂșsico. Deambula por Lourenço Marques, junto ao cais, armado em teddy-boy com um gang de sete rapazolas. Seguiam os modelos dos ârebel without a causeâ como as personagens protagonizadas pelos actores James Dean e Marlon Brando: poupa cheia de brilhantina, blue jeans, blusĂŁo de ganga com a gola levantada, atitude desafiadora ao âsistemaâ, Ă coca de namoradinhas.â
Os primeiros amores e dissabores:
âO Victor calçou umas sapatilhas e lĂĄ foram dar uma volta atĂ© ao Hotel Polana. Conversaram, conversaram, deram as mĂŁos, deram os lĂĄbios e ⊠deram outras coisas. Pronto, o Victor fora âcaçadoâ pela ambiciosa âgazelaâ sul-africana.â
A sensualidade e sexualidade carismĂĄtica em palco:
âAo longo dos inĂșmeros espetĂĄculos dos âGatos Negrosâ, os adolescentes afoitos invadiam o palco e desnudavam o Victor arrancando pedaços da roupa de cabedal. Ao fim de algum tempo, as raparigas passariam a fazer o mesmo que o rapazes. Com os bocaditos de cabedal nas mĂŁos tinham a grande lata de ir pedir autĂłgrafos ao Victor, como se aquele material negro se prestasse a ser escrito. Claro que era o Vasco Morgado que financiava as correntes e o cabedal.â
HĂĄ fados e fados e este Ă© outro tipo de fado â Ă© o Rock ânâ Roll! Ă o lado histriĂłnico, Ă beira da vertigem, misturado sabiamente com o calor tropical africano e com as frias pedras da calçada de Lisboa, tantas vezes ziguezagueadas por Victor Gomes esse âglobetrotterâ ĂĄvido de afecto do seu pĂșblico. Por tudo isto e muito mais⊠âJuntos Outra Vezâ."
Original: $19.95
-65%$19.95
$6.98Victor Gomes: Juntos Outra Vez
"Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomesâ Ă© uma obra que fala sobre a histĂłria de um outro Portugal, ainda desconhecido pela maioria e Ă espera de ser desbravado por leitores nacionais e estrangeiros. Sempre se falou superficialmente sobre as dĂ©cadas de quarenta a setenta em Portugal, em certa medida devido Ă s vicissitudes polĂticas e sociais inerentes ao regime polĂtico dessa Ă©poca: ambientes e ambiĂȘncias, vivĂȘncias Ă flor-da-pele que ficaram cristalizadas no tempo e que estĂŁo Ă espera de serem redescobertas.
O que começou por ser um longo relato de estĂłrias verdadeiras e fabulosas de uma vida cheia de aventuras e emoçÔes resultou numa obra sensorial, quase cinematogrĂĄfica, cheia de som, cor e imagens. Um autĂȘntico convite Ă viagem espaço-temporal e um festim estĂ©tico a nĂvel visual:
Uma infĂąncia dura e sem famĂlia:
âUma das memĂłrias mais marcantes, no inĂcio de vida no Instituto, eram os guinchos arrepiantes que as hienas lançavam durante a noite â as kizumbas! Os miĂșdos trancavam-se o melhor que podiam nas camaratas dos tais barracĂ”es inĂłspitos e ouviam aquela chiadeira terrĂvel que mais fazia lembrar um choro fĂșnebre.â
Um miĂșdo rebelde e destemido:
âEm janeiro de 1956, quase a fazer dezasseis anos, o Victor enceta outros caminhos profissionais; procura trabalho como actor e como mĂșsico. Deambula por Lourenço Marques, junto ao cais, armado em teddy-boy com um gang de sete rapazolas. Seguiam os modelos dos ârebel without a causeâ como as personagens protagonizadas pelos actores James Dean e Marlon Brando: poupa cheia de brilhantina, blue jeans, blusĂŁo de ganga com a gola levantada, atitude desafiadora ao âsistemaâ, Ă coca de namoradinhas.â
Os primeiros amores e dissabores:
âO Victor calçou umas sapatilhas e lĂĄ foram dar uma volta atĂ© ao Hotel Polana. Conversaram, conversaram, deram as mĂŁos, deram os lĂĄbios e ⊠deram outras coisas. Pronto, o Victor fora âcaçadoâ pela ambiciosa âgazelaâ sul-africana.â
A sensualidade e sexualidade carismĂĄtica em palco:
âAo longo dos inĂșmeros espetĂĄculos dos âGatos Negrosâ, os adolescentes afoitos invadiam o palco e desnudavam o Victor arrancando pedaços da roupa de cabedal. Ao fim de algum tempo, as raparigas passariam a fazer o mesmo que o rapazes. Com os bocaditos de cabedal nas mĂŁos tinham a grande lata de ir pedir autĂłgrafos ao Victor, como se aquele material negro se prestasse a ser escrito. Claro que era o Vasco Morgado que financiava as correntes e o cabedal.â
HĂĄ fados e fados e este Ă© outro tipo de fado â Ă© o Rock ânâ Roll! Ă o lado histriĂłnico, Ă beira da vertigem, misturado sabiamente com o calor tropical africano e com as frias pedras da calçada de Lisboa, tantas vezes ziguezagueadas por Victor Gomes esse âglobetrotterâ ĂĄvido de afecto do seu pĂșblico. Por tudo isto e muito mais⊠âJuntos Outra Vezâ."
Product Information
Product Information
Shipping & Returns
Shipping & Returns
Description
"Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomesâ Ă© uma obra que fala sobre a histĂłria de um outro Portugal, ainda desconhecido pela maioria e Ă espera de ser desbravado por leitores nacionais e estrangeiros. Sempre se falou superficialmente sobre as dĂ©cadas de quarenta a setenta em Portugal, em certa medida devido Ă s vicissitudes polĂticas e sociais inerentes ao regime polĂtico dessa Ă©poca: ambientes e ambiĂȘncias, vivĂȘncias Ă flor-da-pele que ficaram cristalizadas no tempo e que estĂŁo Ă espera de serem redescobertas.
O que começou por ser um longo relato de estĂłrias verdadeiras e fabulosas de uma vida cheia de aventuras e emoçÔes resultou numa obra sensorial, quase cinematogrĂĄfica, cheia de som, cor e imagens. Um autĂȘntico convite Ă viagem espaço-temporal e um festim estĂ©tico a nĂvel visual:
Uma infĂąncia dura e sem famĂlia:
âUma das memĂłrias mais marcantes, no inĂcio de vida no Instituto, eram os guinchos arrepiantes que as hienas lançavam durante a noite â as kizumbas! Os miĂșdos trancavam-se o melhor que podiam nas camaratas dos tais barracĂ”es inĂłspitos e ouviam aquela chiadeira terrĂvel que mais fazia lembrar um choro fĂșnebre.â
Um miĂșdo rebelde e destemido:
âEm janeiro de 1956, quase a fazer dezasseis anos, o Victor enceta outros caminhos profissionais; procura trabalho como actor e como mĂșsico. Deambula por Lourenço Marques, junto ao cais, armado em teddy-boy com um gang de sete rapazolas. Seguiam os modelos dos ârebel without a causeâ como as personagens protagonizadas pelos actores James Dean e Marlon Brando: poupa cheia de brilhantina, blue jeans, blusĂŁo de ganga com a gola levantada, atitude desafiadora ao âsistemaâ, Ă coca de namoradinhas.â
Os primeiros amores e dissabores:
âO Victor calçou umas sapatilhas e lĂĄ foram dar uma volta atĂ© ao Hotel Polana. Conversaram, conversaram, deram as mĂŁos, deram os lĂĄbios e ⊠deram outras coisas. Pronto, o Victor fora âcaçadoâ pela ambiciosa âgazelaâ sul-africana.â
A sensualidade e sexualidade carismĂĄtica em palco:
âAo longo dos inĂșmeros espetĂĄculos dos âGatos Negrosâ, os adolescentes afoitos invadiam o palco e desnudavam o Victor arrancando pedaços da roupa de cabedal. Ao fim de algum tempo, as raparigas passariam a fazer o mesmo que o rapazes. Com os bocaditos de cabedal nas mĂŁos tinham a grande lata de ir pedir autĂłgrafos ao Victor, como se aquele material negro se prestasse a ser escrito. Claro que era o Vasco Morgado que financiava as correntes e o cabedal.â
HĂĄ fados e fados e este Ă© outro tipo de fado â Ă© o Rock ânâ Roll! Ă o lado histriĂłnico, Ă beira da vertigem, misturado sabiamente com o calor tropical africano e com as frias pedras da calçada de Lisboa, tantas vezes ziguezagueadas por Victor Gomes esse âglobetrotterâ ĂĄvido de afecto do seu pĂșblico. Por tudo isto e muito mais⊠âJuntos Outra Vezâ."











