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Victor Gomes: Juntos Outra Vez
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Victor Gomes: Juntos Outra Vez

Victor Gomes: Juntos Outra Vez

soft cover, 174 pp, PT / EN, 21 x 26 cm.

"Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomes” Ă© uma obra que fala sobre a histĂłria de um outro Portugal, ainda desconhecido pela maioria e Ă  espera de ser desbravado por leitores nacionais e estrangeiros. Sempre se falou superficialmente sobre as dĂ©cadas de quarenta a setenta em Portugal, em certa medida devido Ă s vicissitudes polĂ­ticas e sociais inerentes ao regime polĂ­tico dessa Ă©poca: ambientes e ambiĂȘncias, vivĂȘncias Ă  flor-da-pele que ficaram cristalizadas no tempo e que estĂŁo Ă  espera de serem redescobertas.
O que começou por ser um longo relato de estĂłrias verdadeiras e fabulosas de uma vida cheia de aventuras e emoçÔes resultou numa obra sensorial, quase cinematogrĂĄfica, cheia de som, cor e imagens. Um autĂȘntico convite Ă  viagem espaço-temporal e um festim estĂ©tico a nĂ­vel visual:
Uma infĂąncia dura e sem famĂ­lia:
“Uma das memĂłrias mais marcantes, no inĂ­cio de vida no Instituto, eram os guinchos arrepiantes que as hienas lançavam durante a noite – as kizumbas! Os miĂșdos trancavam-se o melhor que podiam nas camaratas dos tais barracĂ”es inĂłspitos e ouviam aquela chiadeira terrĂ­vel que mais fazia lembrar um choro fĂșnebre.”
Um miĂșdo rebelde e destemido:
“Em janeiro de 1956, quase a fazer dezasseis anos, o Victor enceta outros caminhos profissionais; procura trabalho como actor e como mĂșsico. Deambula por Lourenço Marques, junto ao cais, armado em teddy-boy com um gang de sete rapazolas. Seguiam os modelos dos “rebel without a cause” como as personagens protagonizadas pelos actores James Dean e Marlon Brando: poupa cheia de brilhantina, blue jeans, blusĂŁo de ganga com a gola levantada, atitude desafiadora ao “sistema”, Ă  coca de namoradinhas.”
Os primeiros amores e dissabores:
“O Victor calçou umas sapatilhas e lĂĄ foram dar uma volta atĂ© ao Hotel Polana. Conversaram, conversaram, deram as mĂŁos, deram os lĂĄbios e 
 deram outras coisas. Pronto, o Victor fora “caçado” pela ambiciosa “gazela” sul-africana.”
A sensualidade e sexualidade carismĂĄtica em palco:
“Ao longo dos inĂșmeros espetĂĄculos dos “Gatos Negros”, os adolescentes afoitos invadiam o palco e desnudavam o Victor arrancando pedaços da roupa de cabedal. Ao fim de algum tempo, as raparigas passariam a fazer o mesmo que o rapazes. Com os bocaditos de cabedal nas mĂŁos tinham a grande lata de ir pedir autĂłgrafos ao Victor, como se aquele material negro se prestasse a ser escrito. Claro que era o Vasco Morgado que financiava as correntes e o cabedal.”
HĂĄ fados e fados e este Ă© outro tipo de fado – Ă© o Rock ‘n’ Roll! É o lado histriĂłnico, Ă  beira da vertigem, misturado sabiamente com o calor tropical africano e com as frias pedras da calçada de Lisboa, tantas vezes ziguezagueadas por Victor Gomes esse “globetrotter” ĂĄvido de afecto do seu pĂșblico. Por tudo isto e muito mais
 “Juntos Outra Vez”."

$6.98

Original: $19.95

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Victor Gomes: Juntos Outra Vez—

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soft cover, 174 pp, PT / EN, 21 x 26 cm.

"Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomes” Ă© uma obra que fala sobre a histĂłria de um outro Portugal, ainda desconhecido pela maioria e Ă  espera de ser desbravado por leitores nacionais e estrangeiros. Sempre se falou superficialmente sobre as dĂ©cadas de quarenta a setenta em Portugal, em certa medida devido Ă s vicissitudes polĂ­ticas e sociais inerentes ao regime polĂ­tico dessa Ă©poca: ambientes e ambiĂȘncias, vivĂȘncias Ă  flor-da-pele que ficaram cristalizadas no tempo e que estĂŁo Ă  espera de serem redescobertas.
O que começou por ser um longo relato de estĂłrias verdadeiras e fabulosas de uma vida cheia de aventuras e emoçÔes resultou numa obra sensorial, quase cinematogrĂĄfica, cheia de som, cor e imagens. Um autĂȘntico convite Ă  viagem espaço-temporal e um festim estĂ©tico a nĂ­vel visual:
Uma infĂąncia dura e sem famĂ­lia:
“Uma das memĂłrias mais marcantes, no inĂ­cio de vida no Instituto, eram os guinchos arrepiantes que as hienas lançavam durante a noite – as kizumbas! Os miĂșdos trancavam-se o melhor que podiam nas camaratas dos tais barracĂ”es inĂłspitos e ouviam aquela chiadeira terrĂ­vel que mais fazia lembrar um choro fĂșnebre.”
Um miĂșdo rebelde e destemido:
“Em janeiro de 1956, quase a fazer dezasseis anos, o Victor enceta outros caminhos profissionais; procura trabalho como actor e como mĂșsico. Deambula por Lourenço Marques, junto ao cais, armado em teddy-boy com um gang de sete rapazolas. Seguiam os modelos dos “rebel without a cause” como as personagens protagonizadas pelos actores James Dean e Marlon Brando: poupa cheia de brilhantina, blue jeans, blusĂŁo de ganga com a gola levantada, atitude desafiadora ao “sistema”, Ă  coca de namoradinhas.”
Os primeiros amores e dissabores:
“O Victor calçou umas sapatilhas e lĂĄ foram dar uma volta atĂ© ao Hotel Polana. Conversaram, conversaram, deram as mĂŁos, deram os lĂĄbios e 
 deram outras coisas. Pronto, o Victor fora “caçado” pela ambiciosa “gazela” sul-africana.”
A sensualidade e sexualidade carismĂĄtica em palco:
“Ao longo dos inĂșmeros espetĂĄculos dos “Gatos Negros”, os adolescentes afoitos invadiam o palco e desnudavam o Victor arrancando pedaços da roupa de cabedal. Ao fim de algum tempo, as raparigas passariam a fazer o mesmo que o rapazes. Com os bocaditos de cabedal nas mĂŁos tinham a grande lata de ir pedir autĂłgrafos ao Victor, como se aquele material negro se prestasse a ser escrito. Claro que era o Vasco Morgado que financiava as correntes e o cabedal.”
HĂĄ fados e fados e este Ă© outro tipo de fado – Ă© o Rock ‘n’ Roll! É o lado histriĂłnico, Ă  beira da vertigem, misturado sabiamente com o calor tropical africano e com as frias pedras da calçada de Lisboa, tantas vezes ziguezagueadas por Victor Gomes esse “globetrotter” ĂĄvido de afecto do seu pĂșblico. Por tudo isto e muito mais
 “Juntos Outra Vez”."

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soft cover, 174 pp, PT / EN, 21 x 26 cm.

"Juntos Outra Vez: biografia autorizada de Victor Gomes” Ă© uma obra que fala sobre a histĂłria de um outro Portugal, ainda desconhecido pela maioria e Ă  espera de ser desbravado por leitores nacionais e estrangeiros. Sempre se falou superficialmente sobre as dĂ©cadas de quarenta a setenta em Portugal, em certa medida devido Ă s vicissitudes polĂ­ticas e sociais inerentes ao regime polĂ­tico dessa Ă©poca: ambientes e ambiĂȘncias, vivĂȘncias Ă  flor-da-pele que ficaram cristalizadas no tempo e que estĂŁo Ă  espera de serem redescobertas.
O que começou por ser um longo relato de estĂłrias verdadeiras e fabulosas de uma vida cheia de aventuras e emoçÔes resultou numa obra sensorial, quase cinematogrĂĄfica, cheia de som, cor e imagens. Um autĂȘntico convite Ă  viagem espaço-temporal e um festim estĂ©tico a nĂ­vel visual:
Uma infĂąncia dura e sem famĂ­lia:
“Uma das memĂłrias mais marcantes, no inĂ­cio de vida no Instituto, eram os guinchos arrepiantes que as hienas lançavam durante a noite – as kizumbas! Os miĂșdos trancavam-se o melhor que podiam nas camaratas dos tais barracĂ”es inĂłspitos e ouviam aquela chiadeira terrĂ­vel que mais fazia lembrar um choro fĂșnebre.”
Um miĂșdo rebelde e destemido:
“Em janeiro de 1956, quase a fazer dezasseis anos, o Victor enceta outros caminhos profissionais; procura trabalho como actor e como mĂșsico. Deambula por Lourenço Marques, junto ao cais, armado em teddy-boy com um gang de sete rapazolas. Seguiam os modelos dos “rebel without a cause” como as personagens protagonizadas pelos actores James Dean e Marlon Brando: poupa cheia de brilhantina, blue jeans, blusĂŁo de ganga com a gola levantada, atitude desafiadora ao “sistema”, Ă  coca de namoradinhas.”
Os primeiros amores e dissabores:
“O Victor calçou umas sapatilhas e lĂĄ foram dar uma volta atĂ© ao Hotel Polana. Conversaram, conversaram, deram as mĂŁos, deram os lĂĄbios e 
 deram outras coisas. Pronto, o Victor fora “caçado” pela ambiciosa “gazela” sul-africana.”
A sensualidade e sexualidade carismĂĄtica em palco:
“Ao longo dos inĂșmeros espetĂĄculos dos “Gatos Negros”, os adolescentes afoitos invadiam o palco e desnudavam o Victor arrancando pedaços da roupa de cabedal. Ao fim de algum tempo, as raparigas passariam a fazer o mesmo que o rapazes. Com os bocaditos de cabedal nas mĂŁos tinham a grande lata de ir pedir autĂłgrafos ao Victor, como se aquele material negro se prestasse a ser escrito. Claro que era o Vasco Morgado que financiava as correntes e o cabedal.”
HĂĄ fados e fados e este Ă© outro tipo de fado – Ă© o Rock ‘n’ Roll! É o lado histriĂłnico, Ă  beira da vertigem, misturado sabiamente com o calor tropical africano e com as frias pedras da calçada de Lisboa, tantas vezes ziguezagueadas por Victor Gomes esse “globetrotter” ĂĄvido de afecto do seu pĂșblico. Por tudo isto e muito mais
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