
Since Time Is Gravity
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A Natural Information Society de Joshua Abrams surge vestida como Natural Information Society Community Ensemble, ao qual se junta tambĂ©m Ari Brown, neste "Since Time Is Gravity". As Ășltimas notĂcias do coletivo tinham sido com um dos melhores ĂĄlbuns de 2021, "Descension (Out Of Our Constrictions)", colaboração com Evan Parker. A viagem de 2023 acomoda-se tambĂ©m a essa categoria. Ao longo da Ășltima dĂ©cada o colectivo tem feito um percurso, com poucos desvios, em direção a novas formas do jazz espiritual. "Since Time Is Gravity" assume por completo essa missĂŁo e concede a pensar-se como uma viagem que vai mostrando um caminho aos poucos e poucos. Pode-se, contudo, passar ao lado da viagem, e perceber "Since Time Is Gravity" como algo cheio de camadas, onde por vezes Ă© fĂĄcil desviar da melodia principal e seguir algo que estĂĄ a decorrer em paralelo. Se nĂŁo Ă© evidente no inĂcio, torna-se em "Murmuration", tema de dezoito minutos que joga com a percepção, seja ela do real - do que estĂĄ mesmo a acontecer - ou do tempo, pela forma como nos coloca, desde muito cedo, em transe. Outros temas repetem a façanha, em versĂ”es curtas, como "Wane" ou "Immemorial". Mais do que essa ideia de infinito, eternidade, Ă© primordial em "Since Time Is Gravity" a ideia de que tem sempre sangue a correr nas veias, uma coisa viva, em movimento num circuito fechado, sem vontade de sair ou de explodir. Aqui Joshua Abrams afinou a ideia de contenção, nĂŁo existe neste ĂĄlbum, ultrapassou isso. A mĂșsica corre mesmo assim, nesse circuito, nessa jornada, tal e qual como Ă©. NĂŁo exprime a tentação de sair de onde estĂĄ ou, atĂ©, de sugerir novos caminhos. Vive de uma honestidade Ășnica no som.
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A Natural Information Society de Joshua Abrams surge vestida como Natural Information Society Community Ensemble, ao qual se junta tambĂ©m Ari Brown, neste "Since Time Is Gravity". As Ășltimas notĂcias do coletivo tinham sido com um dos melhores ĂĄlbuns de 2021, "Descension (Out Of Our Constrictions)", colaboração com Evan Parker. A viagem de 2023 acomoda-se tambĂ©m a essa categoria. Ao longo da Ășltima dĂ©cada o colectivo tem feito um percurso, com poucos desvios, em direção a novas formas do jazz espiritual. "Since Time Is Gravity" assume por completo essa missĂŁo e concede a pensar-se como uma viagem que vai mostrando um caminho aos poucos e poucos. Pode-se, contudo, passar ao lado da viagem, e perceber "Since Time Is Gravity" como algo cheio de camadas, onde por vezes Ă© fĂĄcil desviar da melodia principal e seguir algo que estĂĄ a decorrer em paralelo. Se nĂŁo Ă© evidente no inĂcio, torna-se em "Murmuration", tema de dezoito minutos que joga com a percepção, seja ela do real - do que estĂĄ mesmo a acontecer - ou do tempo, pela forma como nos coloca, desde muito cedo, em transe. Outros temas repetem a façanha, em versĂ”es curtas, como "Wane" ou "Immemorial". Mais do que essa ideia de infinito, eternidade, Ă© primordial em "Since Time Is Gravity" a ideia de que tem sempre sangue a correr nas veias, uma coisa viva, em movimento num circuito fechado, sem vontade de sair ou de explodir. Aqui Joshua Abrams afinou a ideia de contenção, nĂŁo existe neste ĂĄlbum, ultrapassou isso. A mĂșsica corre mesmo assim, nesse circuito, nessa jornada, tal e qual como Ă©. NĂŁo exprime a tentação de sair de onde estĂĄ ou, atĂ©, de sugerir novos caminhos. Vive de uma honestidade Ășnica no som.
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A Natural Information Society de Joshua Abrams surge vestida como Natural Information Society Community Ensemble, ao qual se junta tambĂ©m Ari Brown, neste "Since Time Is Gravity". As Ășltimas notĂcias do coletivo tinham sido com um dos melhores ĂĄlbuns de 2021, "Descension (Out Of Our Constrictions)", colaboração com Evan Parker. A viagem de 2023 acomoda-se tambĂ©m a essa categoria. Ao longo da Ășltima dĂ©cada o colectivo tem feito um percurso, com poucos desvios, em direção a novas formas do jazz espiritual. "Since Time Is Gravity" assume por completo essa missĂŁo e concede a pensar-se como uma viagem que vai mostrando um caminho aos poucos e poucos. Pode-se, contudo, passar ao lado da viagem, e perceber "Since Time Is Gravity" como algo cheio de camadas, onde por vezes Ă© fĂĄcil desviar da melodia principal e seguir algo que estĂĄ a decorrer em paralelo. Se nĂŁo Ă© evidente no inĂcio, torna-se em "Murmuration", tema de dezoito minutos que joga com a percepção, seja ela do real - do que estĂĄ mesmo a acontecer - ou do tempo, pela forma como nos coloca, desde muito cedo, em transe. Outros temas repetem a façanha, em versĂ”es curtas, como "Wane" ou "Immemorial". Mais do que essa ideia de infinito, eternidade, Ă© primordial em "Since Time Is Gravity" a ideia de que tem sempre sangue a correr nas veias, uma coisa viva, em movimento num circuito fechado, sem vontade de sair ou de explodir. Aqui Joshua Abrams afinou a ideia de contenção, nĂŁo existe neste ĂĄlbum, ultrapassou isso. A mĂșsica corre mesmo assim, nesse circuito, nessa jornada, tal e qual como Ă©. NĂŁo exprime a tentação de sair de onde estĂĄ ou, atĂ©, de sugerir novos caminhos. Vive de uma honestidade Ășnica no som.












