
Luster
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Uma das realizaçÔes mais brilhantes que acontecem ao ouvir âLusterâ, de Maria Somerville, Ă© quando se percebe de que nĂŁo hĂĄ aqui sĂł um som 4AD ou uma ideia de Cocteau Twins renovado. O que Ă© fabuloso, e talvez marcante na pop/rock de 2025, Ă© a forma com Somerville faz este som soar actual, sem sombras de que Ă© uma influĂȘncia, ou algo datado ou, atĂ©, algo revisitado. A roda nĂŁo se inventa, mas hĂĄ rodas diferentes de Ă©poca para Ă©poca. O que Maria Somerville conseguiu foi criar um som 4AD que nĂŁo Ă© datado em 2025 e, por datado, entenda-se como cĂłpia. Nem tem uma necessidade de soar a algo intemporal. Ă precisamente essa falta de ambição, de visĂŁo, que lhe dĂĄ uma candura muito especial. Como se criasse a prĂłpria inocĂȘncia, ausente do prĂłprio conceito de inocĂȘncia. E, Ă semelhança de Cocteau Twins, apaixonamo-nos pelo que nĂŁo percebemos, sentimos o que nĂŁo percebemos, encontramos uma relação com a mĂșsica que nos ultrapassa. NĂŁo voltamos a ser adolescentes. Mas Ă© um daqueles discos-chave para perceber porque Ă© que importa a mĂșsica repetir-se. Repetir-se para lĂĄ das modas. Repetir-se com o coração. LindĂssimo e brilhante.
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Uma das realizaçÔes mais brilhantes que acontecem ao ouvir âLusterâ, de Maria Somerville, Ă© quando se percebe de que nĂŁo hĂĄ aqui sĂł um som 4AD ou uma ideia de Cocteau Twins renovado. O que Ă© fabuloso, e talvez marcante na pop/rock de 2025, Ă© a forma com Somerville faz este som soar actual, sem sombras de que Ă© uma influĂȘncia, ou algo datado ou, atĂ©, algo revisitado. A roda nĂŁo se inventa, mas hĂĄ rodas diferentes de Ă©poca para Ă©poca. O que Maria Somerville conseguiu foi criar um som 4AD que nĂŁo Ă© datado em 2025 e, por datado, entenda-se como cĂłpia. Nem tem uma necessidade de soar a algo intemporal. Ă precisamente essa falta de ambição, de visĂŁo, que lhe dĂĄ uma candura muito especial. Como se criasse a prĂłpria inocĂȘncia, ausente do prĂłprio conceito de inocĂȘncia. E, Ă semelhança de Cocteau Twins, apaixonamo-nos pelo que nĂŁo percebemos, sentimos o que nĂŁo percebemos, encontramos uma relação com a mĂșsica que nos ultrapassa. NĂŁo voltamos a ser adolescentes. Mas Ă© um daqueles discos-chave para perceber porque Ă© que importa a mĂșsica repetir-se. Repetir-se para lĂĄ das modas. Repetir-se com o coração. LindĂssimo e brilhante.
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Uma das realizaçÔes mais brilhantes que acontecem ao ouvir âLusterâ, de Maria Somerville, Ă© quando se percebe de que nĂŁo hĂĄ aqui sĂł um som 4AD ou uma ideia de Cocteau Twins renovado. O que Ă© fabuloso, e talvez marcante na pop/rock de 2025, Ă© a forma com Somerville faz este som soar actual, sem sombras de que Ă© uma influĂȘncia, ou algo datado ou, atĂ©, algo revisitado. A roda nĂŁo se inventa, mas hĂĄ rodas diferentes de Ă©poca para Ă©poca. O que Maria Somerville conseguiu foi criar um som 4AD que nĂŁo Ă© datado em 2025 e, por datado, entenda-se como cĂłpia. Nem tem uma necessidade de soar a algo intemporal. Ă precisamente essa falta de ambição, de visĂŁo, que lhe dĂĄ uma candura muito especial. Como se criasse a prĂłpria inocĂȘncia, ausente do prĂłprio conceito de inocĂȘncia. E, Ă semelhança de Cocteau Twins, apaixonamo-nos pelo que nĂŁo percebemos, sentimos o que nĂŁo percebemos, encontramos uma relação com a mĂșsica que nos ultrapassa. NĂŁo voltamos a ser adolescentes. Mas Ă© um daqueles discos-chave para perceber porque Ă© que importa a mĂșsica repetir-se. Repetir-se para lĂĄ das modas. Repetir-se com o coração. LindĂssimo e brilhante.












