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The Forest And The Sea
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The Forest And The Sea

The Forest And The Sea

Para quem tenha alguma vez ouvido Leafcutter John: esqueçam (quase) tudo, e percebam que este é um disco de canções, folk-glitchy, conceptual, ou como Tony Herrington diz na Wire, de pós-electrónica. «The Forest And The Sea» é um fascinante filme sonoro que (ponto 1 de contacto) lembra The Books pelas incursões no universo de story-telling instrumental. A história é simples, deliberamente infantil para ser encantatório: duas pessoas perdem-se na floresta sem conseguir descobrir a saída; cansadas, e com a noite a cobrir o céu, decidem pernoitar; ao acordar, descobrem que estão ao pé do mar e em vez de voltarem para trás decidem aventurar-se no oceano. A narrativa é elaborada entre óptimas canções, mas é nos momentos de abstracionismo puro, mostrando, decerto, a experiência na electrónica e no jazz (John Burton é membro dos Polar Bear), que «The Forest And The Sea» parece descolar e abrir portas para um mundo artificial de contornos bem reais. Tal como em «Lost And Safe» dos Books (ponto 2 de contacto), há uma lista de ingredientes lost & found (neste caso, instrumentos bem estranhos) que evita o cozinhado digital e demasiado bem temperado. Seria difícil aguentar um equilíbrio (e fosso) tão grande, mas Leafcutter John fá-lo de um modo eloquente. Surpresa total.

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Para quem tenha alguma vez ouvido Leafcutter John: esqueçam (quase) tudo, e percebam que este é um disco de canções, folk-glitchy, conceptual, ou como Tony Herrington diz na Wire, de pós-electrónica. «The Forest And The Sea» é um fascinante filme sonoro que (ponto 1 de contacto) lembra The Books pelas incursões no universo de story-telling instrumental. A história é simples, deliberamente infantil para ser encantatório: duas pessoas perdem-se na floresta sem conseguir descobrir a saída; cansadas, e com a noite a cobrir o céu, decidem pernoitar; ao acordar, descobrem que estão ao pé do mar e em vez de voltarem para trás decidem aventurar-se no oceano. A narrativa é elaborada entre óptimas canções, mas é nos momentos de abstracionismo puro, mostrando, decerto, a experiência na electrónica e no jazz (John Burton é membro dos Polar Bear), que «The Forest And The Sea» parece descolar e abrir portas para um mundo artificial de contornos bem reais. Tal como em «Lost And Safe» dos Books (ponto 2 de contacto), há uma lista de ingredientes lost & found (neste caso, instrumentos bem estranhos) que evita o cozinhado digital e demasiado bem temperado. Seria difícil aguentar um equilíbrio (e fosso) tão grande, mas Leafcutter John fá-lo de um modo eloquente. Surpresa total.

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Para quem tenha alguma vez ouvido Leafcutter John: esqueçam (quase) tudo, e percebam que este é um disco de canções, folk-glitchy, conceptual, ou como Tony Herrington diz na Wire, de pós-electrónica. «The Forest And The Sea» é um fascinante filme sonoro que (ponto 1 de contacto) lembra The Books pelas incursões no universo de story-telling instrumental. A história é simples, deliberamente infantil para ser encantatório: duas pessoas perdem-se na floresta sem conseguir descobrir a saída; cansadas, e com a noite a cobrir o céu, decidem pernoitar; ao acordar, descobrem que estão ao pé do mar e em vez de voltarem para trás decidem aventurar-se no oceano. A narrativa é elaborada entre óptimas canções, mas é nos momentos de abstracionismo puro, mostrando, decerto, a experiência na electrónica e no jazz (John Burton é membro dos Polar Bear), que «The Forest And The Sea» parece descolar e abrir portas para um mundo artificial de contornos bem reais. Tal como em «Lost And Safe» dos Books (ponto 2 de contacto), há uma lista de ingredientes lost & found (neste caso, instrumentos bem estranhos) que evita o cozinhado digital e demasiado bem temperado. Seria difícil aguentar um equilíbrio (e fosso) tão grande, mas Leafcutter John fá-lo de um modo eloquente. Surpresa total.