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From Where You Came
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From Where You Came

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Desde “Grafts” que Kara-Lis Coverdale andava algo desaparecida dos álbuns. Na altura, foi impactante. Em 2017, havia pouca música contemporânea que explorasse, tanto e tão bem, os cruzamentos entre minimalismo, música programática, oblíqua e, de certa forma, um fascínio por um determinado new age/ambient. Não é que desde então se tenha feito tanta música dentro do género que valha a pena ouvir, mas a verdade é que o impacto da novidade ficou e, com ele, um vazio que desaparece agora. “From Where You Came” é o merecido sucessor de “Grafts”, sobretudo porque não replica a fórmula, aprofunda-a para lá do óbvio. Em 2025, Kara-Lis Coverdale é mais clara, a música que faz é propositadamente espiritual, sensorial, e não angular. É uma abertura a uma certa synth-music sem refutar os princípios que fizeram o seu nome. É, também, uma exploraçao de uma certa ideia de música espiritual - não necessariamente jazz, mas também, e por aqui pensa-se muito em Alice Coltrane - com ideias muito fantasistas: é sci-fi ou só piroso-bom? Não se sabe bem, mas há aqui algo que subverte as coisas e, tal como “Grafts”, faz com que este som cheire a novo. É música para nova era, onde contemporânea se funde com pop em cascada (ou seja, aquela pop que funde tudo) e não se sabe bem onde situar isto: se é ambient ou algo extremamente perverso. É algo que gostamos, pouco confortável e em linha com os desafios anteriores. Passaram-se oito anos desde “Grafts”, mas aqui estamos.

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Desde “Grafts” que Kara-Lis Coverdale andava algo desaparecida dos álbuns. Na altura, foi impactante. Em 2017, havia pouca música contemporânea que explorasse, tanto e tão bem, os cruzamentos entre minimalismo, música programática, oblíqua e, de certa forma, um fascínio por um determinado new age/ambient. Não é que desde então se tenha feito tanta música dentro do género que valha a pena ouvir, mas a verdade é que o impacto da novidade ficou e, com ele, um vazio que desaparece agora. “From Where You Came” é o merecido sucessor de “Grafts”, sobretudo porque não replica a fórmula, aprofunda-a para lá do óbvio. Em 2025, Kara-Lis Coverdale é mais clara, a música que faz é propositadamente espiritual, sensorial, e não angular. É uma abertura a uma certa synth-music sem refutar os princípios que fizeram o seu nome. É, também, uma exploraçao de uma certa ideia de música espiritual - não necessariamente jazz, mas também, e por aqui pensa-se muito em Alice Coltrane - com ideias muito fantasistas: é sci-fi ou só piroso-bom? Não se sabe bem, mas há aqui algo que subverte as coisas e, tal como “Grafts”, faz com que este som cheire a novo. É música para nova era, onde contemporânea se funde com pop em cascada (ou seja, aquela pop que funde tudo) e não se sabe bem onde situar isto: se é ambient ou algo extremamente perverso. É algo que gostamos, pouco confortável e em linha com os desafios anteriores. Passaram-se oito anos desde “Grafts”, mas aqui estamos.

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Desde “Grafts” que Kara-Lis Coverdale andava algo desaparecida dos álbuns. Na altura, foi impactante. Em 2017, havia pouca música contemporânea que explorasse, tanto e tão bem, os cruzamentos entre minimalismo, música programática, oblíqua e, de certa forma, um fascínio por um determinado new age/ambient. Não é que desde então se tenha feito tanta música dentro do género que valha a pena ouvir, mas a verdade é que o impacto da novidade ficou e, com ele, um vazio que desaparece agora. “From Where You Came” é o merecido sucessor de “Grafts”, sobretudo porque não replica a fórmula, aprofunda-a para lá do óbvio. Em 2025, Kara-Lis Coverdale é mais clara, a música que faz é propositadamente espiritual, sensorial, e não angular. É uma abertura a uma certa synth-music sem refutar os princípios que fizeram o seu nome. É, também, uma exploraçao de uma certa ideia de música espiritual - não necessariamente jazz, mas também, e por aqui pensa-se muito em Alice Coltrane - com ideias muito fantasistas: é sci-fi ou só piroso-bom? Não se sabe bem, mas há aqui algo que subverte as coisas e, tal como “Grafts”, faz com que este som cheire a novo. É música para nova era, onde contemporânea se funde com pop em cascada (ou seja, aquela pop que funde tudo) e não se sabe bem onde situar isto: se é ambient ou algo extremamente perverso. É algo que gostamos, pouco confortável e em linha com os desafios anteriores. Passaram-se oito anos desde “Grafts”, mas aqui estamos.

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