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Temporal
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A música de Julia Kent vence a sua própria fragilidade. Depois de “Character” e “Asperities”, Kent largou algum fascínio por ambientes de tensão e confronto na sua música e constrói algo que se eleva acima do que resta: a fragilidade. De certa forma, “Temporal” é o que sobrevive da tensão de “Asperities”, um corpo sem protecção, exposto, e que resiste ao lado mais sónico da sua música. O seu som fica mais orgânico, a manipulação do som é subtil e – pode-se dizer – quase inexistente, no sentido de que é indiferente ou irrelevante para o ouvinte. Isto é, importante a cadência, o som supremo e gravitacional que Kent produziu e que é superior às amarras da música ambiental, do neo-clássico ou das emoções de bolso. Intenso na sua calmaria, frágil como a meditação. Um disco para ser ouvido a ser ouvido. 


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A música de Julia Kent vence a sua própria fragilidade. Depois de “Character” e “Asperities”, Kent largou algum fascínio por ambientes de tensão e confronto na sua música e constrói algo que se eleva acima do que resta: a fragilidade. De certa forma, “Temporal” é o que sobrevive da tensão de “Asperities”, um corpo sem protecção, exposto, e que resiste ao lado mais sónico da sua música. O seu som fica mais orgânico, a manipulação do som é subtil e – pode-se dizer – quase inexistente, no sentido de que é indiferente ou irrelevante para o ouvinte. Isto é, importante a cadência, o som supremo e gravitacional que Kent produziu e que é superior às amarras da música ambiental, do neo-clássico ou das emoções de bolso. Intenso na sua calmaria, frágil como a meditação. Um disco para ser ouvido a ser ouvido. 


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A música de Julia Kent vence a sua própria fragilidade. Depois de “Character” e “Asperities”, Kent largou algum fascínio por ambientes de tensão e confronto na sua música e constrói algo que se eleva acima do que resta: a fragilidade. De certa forma, “Temporal” é o que sobrevive da tensão de “Asperities”, um corpo sem protecção, exposto, e que resiste ao lado mais sónico da sua música. O seu som fica mais orgânico, a manipulação do som é subtil e – pode-se dizer – quase inexistente, no sentido de que é indiferente ou irrelevante para o ouvinte. Isto é, importante a cadência, o som supremo e gravitacional que Kent produziu e que é superior às amarras da música ambiental, do neo-clássico ou das emoções de bolso. Intenso na sua calmaria, frágil como a meditação. Um disco para ser ouvido a ser ouvido.