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On The Way To The Peak Of Normal
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On The Way To The Peak Of Normal

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Ainda com Jaki Liebezeit na bateria, o segundo álbum de Holger Czukay é ocupado originalmente, na edição em LP, por uma só faixa de 18 minutos. "Ode To Perfume" quase funciona como o "Bolero" de Ravel, na sua marcha constante, embora em Czukay a evolução não seja tão subtil e as variações sejam mais díspares entre si. Guitarra ácida, bateria compassada, vocoder, metais, um baixo bem discreto, tudo junto para uma descolagem e subsequente viagem sem rumo certo mas a todo o tempo sustentada. Na faixa-título, mais loucura sem categoria para ser arrumada. Baixo e beatbox, vozes cavernosas (no rasto até um pouco David Tibet), sons e cores que vão encorpando a música e não passam nunca de cenário. A mesma aplicação no inesperado faz do resto do álbum um produto bizarro mesmo neste período pós-punk. Muita atenção ao detalhe na composição e, em "Two Bass Shuffle", talvez um demonstração virtual de virtuosismo, com dois baixos em conversa, aflorando a superfície dos blues. Ainda hoje, um disco difícil de classificar.

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Ainda com Jaki Liebezeit na bateria, o segundo álbum de Holger Czukay é ocupado originalmente, na edição em LP, por uma só faixa de 18 minutos. "Ode To Perfume" quase funciona como o "Bolero" de Ravel, na sua marcha constante, embora em Czukay a evolução não seja tão subtil e as variações sejam mais díspares entre si. Guitarra ácida, bateria compassada, vocoder, metais, um baixo bem discreto, tudo junto para uma descolagem e subsequente viagem sem rumo certo mas a todo o tempo sustentada. Na faixa-título, mais loucura sem categoria para ser arrumada. Baixo e beatbox, vozes cavernosas (no rasto até um pouco David Tibet), sons e cores que vão encorpando a música e não passam nunca de cenário. A mesma aplicação no inesperado faz do resto do álbum um produto bizarro mesmo neste período pós-punk. Muita atenção ao detalhe na composição e, em "Two Bass Shuffle", talvez um demonstração virtual de virtuosismo, com dois baixos em conversa, aflorando a superfície dos blues. Ainda hoje, um disco difícil de classificar.

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Ainda com Jaki Liebezeit na bateria, o segundo álbum de Holger Czukay é ocupado originalmente, na edição em LP, por uma só faixa de 18 minutos. "Ode To Perfume" quase funciona como o "Bolero" de Ravel, na sua marcha constante, embora em Czukay a evolução não seja tão subtil e as variações sejam mais díspares entre si. Guitarra ácida, bateria compassada, vocoder, metais, um baixo bem discreto, tudo junto para uma descolagem e subsequente viagem sem rumo certo mas a todo o tempo sustentada. Na faixa-título, mais loucura sem categoria para ser arrumada. Baixo e beatbox, vozes cavernosas (no rasto até um pouco David Tibet), sons e cores que vão encorpando a música e não passam nunca de cenário. A mesma aplicação no inesperado faz do resto do álbum um produto bizarro mesmo neste período pós-punk. Muita atenção ao detalhe na composição e, em "Two Bass Shuffle", talvez um demonstração virtual de virtuosismo, com dois baixos em conversa, aflorando a superfície dos blues. Ainda hoje, um disco difícil de classificar.