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L-Tryptophan / Somnosections / Pre-Natal
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L-Tryptophan / Somnosections / Pre-Natal

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Entre 1989 e 1994, Dieter Mauson e Siegmar Fricke exploraram narrativas sonoras que simulavam estados de sono e alusĂ”es imagĂ©ticas onĂ­ricas. Durante esse perĂ­odo, Delta-Sleep-Inducing Peptide gravaram cerca de 25 cassetes em editoras por todo o mundo. Grande parte das gravaçÔes tem origem em estĂșdios caseiros, em diferentes partes da Alemanha. Esta caixa inclui trĂȘs dos lançamentos durante o primeiro perĂ­odo de DSIP: Somnosections (1990), L-Tryptophan (1991) e o Ășltimo dessa fase, Pre-Natal (1994). Voltariam ao activo entre 2013-2018.
Bate de imediato a percepção de mĂșsica de excepção, em parte porque se sentem os procedimentos analĂłgicos da criação e a componente orgĂąnica desta mĂșsica. O som aproxima-nos do imaginĂĄrio desejado (o surreal enquanto “mĂșsica de estados”), tanto pela ausĂȘncia de cĂłdigos que precisem de ser decifrados, como pela compreensĂŁo subconsciente da mĂșsica. Em boa medida, Ă© ambient, fica lĂĄ, instala-se noutras camadas do nosso ser e serve de condutor para uma experiĂȘncia. A melhor forma de entender Delta-Sleep-Inducing Peptide Ă© incorporar o som enquanto experiĂȘncia, tanto sensorial como psĂ­quica.
Sem medo. É menos invasivo do que parece. Tem tudo a ver com o fluxo das coisas, como vai ao encontro do desejo. LĂȘ a percepção do ouvinte, porque a cria, a conduz. ExperiĂȘncia comunal, universal? Talvez. Conseguiram-no com recurso a fita, sintetizadores analĂłgicos, samplers, dictafones, percussĂŁo e recurso, por vezes, a gravaçÔes de transmissĂ”es de rĂĄdio ou de televisĂŁo. A experiĂȘncia-enquanto-experiĂȘncia Ă© avassaladora, singular, distinta.
Os trĂȘs ĂĄlbuns criam impressĂ”es diferenciadas, embora com um mesmo propĂłsito: entrar na mente, surpreendĂȘ-la; colocĂĄ-la num estado de rendição ao sonho. “Somnosections” Ă© mĂ­stico e funk (“Gone (NREM-Version)” Ă© diabĂłlica, viciante) e, em simultĂąneo, talvez o ĂĄlbum, dos trĂȘs, que funciona melhor com o lado negro do sonho, o pesadelo. Muito David Lynch. “L-Tryptophan” difunde sons em ondas e deseja-nos no centro da experiĂȘncia, 44 minutos muito amigos para olhos cerrados e entrar-se no mundo que o som proporciona naquele momento. “Pre-Natal” usa loops hipnĂłticos e arpejos para ir mais fundo no subconsciente do ouvinte, hauntology antes de hauntology; Caretaker sem manipulação.
Duas horas e meia de som alienígena, não é deste mundo, não quer pertencer. O abstracto em realização no subconsciente, antes e depois de ser processado. Coisa bela, tão sobrenatural quanto natural, para ser ouvida no melhor dos estados: além.

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Entre 1989 e 1994, Dieter Mauson e Siegmar Fricke exploraram narrativas sonoras que simulavam estados de sono e alusĂ”es imagĂ©ticas onĂ­ricas. Durante esse perĂ­odo, Delta-Sleep-Inducing Peptide gravaram cerca de 25 cassetes em editoras por todo o mundo. Grande parte das gravaçÔes tem origem em estĂșdios caseiros, em diferentes partes da Alemanha. Esta caixa inclui trĂȘs dos lançamentos durante o primeiro perĂ­odo de DSIP: Somnosections (1990), L-Tryptophan (1991) e o Ășltimo dessa fase, Pre-Natal (1994). Voltariam ao activo entre 2013-2018.
Bate de imediato a percepção de mĂșsica de excepção, em parte porque se sentem os procedimentos analĂłgicos da criação e a componente orgĂąnica desta mĂșsica. O som aproxima-nos do imaginĂĄrio desejado (o surreal enquanto “mĂșsica de estados”), tanto pela ausĂȘncia de cĂłdigos que precisem de ser decifrados, como pela compreensĂŁo subconsciente da mĂșsica. Em boa medida, Ă© ambient, fica lĂĄ, instala-se noutras camadas do nosso ser e serve de condutor para uma experiĂȘncia. A melhor forma de entender Delta-Sleep-Inducing Peptide Ă© incorporar o som enquanto experiĂȘncia, tanto sensorial como psĂ­quica.
Sem medo. É menos invasivo do que parece. Tem tudo a ver com o fluxo das coisas, como vai ao encontro do desejo. LĂȘ a percepção do ouvinte, porque a cria, a conduz. ExperiĂȘncia comunal, universal? Talvez. Conseguiram-no com recurso a fita, sintetizadores analĂłgicos, samplers, dictafones, percussĂŁo e recurso, por vezes, a gravaçÔes de transmissĂ”es de rĂĄdio ou de televisĂŁo. A experiĂȘncia-enquanto-experiĂȘncia Ă© avassaladora, singular, distinta.
Os trĂȘs ĂĄlbuns criam impressĂ”es diferenciadas, embora com um mesmo propĂłsito: entrar na mente, surpreendĂȘ-la; colocĂĄ-la num estado de rendição ao sonho. “Somnosections” Ă© mĂ­stico e funk (“Gone (NREM-Version)” Ă© diabĂłlica, viciante) e, em simultĂąneo, talvez o ĂĄlbum, dos trĂȘs, que funciona melhor com o lado negro do sonho, o pesadelo. Muito David Lynch. “L-Tryptophan” difunde sons em ondas e deseja-nos no centro da experiĂȘncia, 44 minutos muito amigos para olhos cerrados e entrar-se no mundo que o som proporciona naquele momento. “Pre-Natal” usa loops hipnĂłticos e arpejos para ir mais fundo no subconsciente do ouvinte, hauntology antes de hauntology; Caretaker sem manipulação.
Duas horas e meia de som alienígena, não é deste mundo, não quer pertencer. O abstracto em realização no subconsciente, antes e depois de ser processado. Coisa bela, tão sobrenatural quanto natural, para ser ouvida no melhor dos estados: além.

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Entre 1989 e 1994, Dieter Mauson e Siegmar Fricke exploraram narrativas sonoras que simulavam estados de sono e alusĂ”es imagĂ©ticas onĂ­ricas. Durante esse perĂ­odo, Delta-Sleep-Inducing Peptide gravaram cerca de 25 cassetes em editoras por todo o mundo. Grande parte das gravaçÔes tem origem em estĂșdios caseiros, em diferentes partes da Alemanha. Esta caixa inclui trĂȘs dos lançamentos durante o primeiro perĂ­odo de DSIP: Somnosections (1990), L-Tryptophan (1991) e o Ășltimo dessa fase, Pre-Natal (1994). Voltariam ao activo entre 2013-2018.
Bate de imediato a percepção de mĂșsica de excepção, em parte porque se sentem os procedimentos analĂłgicos da criação e a componente orgĂąnica desta mĂșsica. O som aproxima-nos do imaginĂĄrio desejado (o surreal enquanto “mĂșsica de estados”), tanto pela ausĂȘncia de cĂłdigos que precisem de ser decifrados, como pela compreensĂŁo subconsciente da mĂșsica. Em boa medida, Ă© ambient, fica lĂĄ, instala-se noutras camadas do nosso ser e serve de condutor para uma experiĂȘncia. A melhor forma de entender Delta-Sleep-Inducing Peptide Ă© incorporar o som enquanto experiĂȘncia, tanto sensorial como psĂ­quica.
Sem medo. É menos invasivo do que parece. Tem tudo a ver com o fluxo das coisas, como vai ao encontro do desejo. LĂȘ a percepção do ouvinte, porque a cria, a conduz. ExperiĂȘncia comunal, universal? Talvez. Conseguiram-no com recurso a fita, sintetizadores analĂłgicos, samplers, dictafones, percussĂŁo e recurso, por vezes, a gravaçÔes de transmissĂ”es de rĂĄdio ou de televisĂŁo. A experiĂȘncia-enquanto-experiĂȘncia Ă© avassaladora, singular, distinta.
Os trĂȘs ĂĄlbuns criam impressĂ”es diferenciadas, embora com um mesmo propĂłsito: entrar na mente, surpreendĂȘ-la; colocĂĄ-la num estado de rendição ao sonho. “Somnosections” Ă© mĂ­stico e funk (“Gone (NREM-Version)” Ă© diabĂłlica, viciante) e, em simultĂąneo, talvez o ĂĄlbum, dos trĂȘs, que funciona melhor com o lado negro do sonho, o pesadelo. Muito David Lynch. “L-Tryptophan” difunde sons em ondas e deseja-nos no centro da experiĂȘncia, 44 minutos muito amigos para olhos cerrados e entrar-se no mundo que o som proporciona naquele momento. “Pre-Natal” usa loops hipnĂłticos e arpejos para ir mais fundo no subconsciente do ouvinte, hauntology antes de hauntology; Caretaker sem manipulação.
Duas horas e meia de som alienígena, não é deste mundo, não quer pertencer. O abstracto em realização no subconsciente, antes e depois de ser processado. Coisa bela, tão sobrenatural quanto natural, para ser ouvida no melhor dos estados: além.