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Chronicles Of The Electromagnetic Field General
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Chronicles Of The Electromagnetic Field General

Chronicles Of The Electromagnetic Field General

Há surpresas que nos chegam somente por sermos uma loja de discos e consequente agregadora de músicos e editoras, que em nós convergem para disseminar edições e ideias. Damola Idow, ou Da Great Deity Dah, é uma delas - pela via do jornalismo, chega a Portugal, de Washington DC, para uma reportagem sobre o Web Summit (qual ironia). Aproveitou para deixar os seus discos na Flur. Hip-hop regrado, com beats jazzísticos e um flow que vai metamorfoseando por entre as faixas. Há uma certa inocência nas batidas e nas temáticas, lembrando também Daniel Dumile e os seus diferentes alter-egos: aqui a presença é a divindade Dah, o alter ego de Damola, uma espécie de super-herói que apela ao bom senso e à paz entre culturas. Militante sem ser panfletário, com rimas interessantes e consciência do próprio ("it angers me because of my flows consistency, they say I cant be signed due to over complexity"), é um nome muito pouco óbvio, fugindo dos radares habituais pela via independente por onde decidiu rumar: todas as edições são de autor, não recorrendo a editoras nem à própria profissão para fazer chegar a música a novos ouvidos, optando antes pelo caminho - anacrónico, para muitos - de deixar os discos nas devidas lojas. Sampling ousado de soul obscura, batidas onde o sequenciador da MPC é notoriamente revelado, flow casual e relaxado. É um iconoclasta contra a indústria comercial do rap, o que evidencia a honestidade da sua abordagem. Devolvemos-lhe a reverência, prestando homenagem às suas produções que muito devem aos De La Soul, A Tribe Called Quest, Digable Planets e outros pioneiros do jazz-rap, mantendo uma tradição já pouco típica dos dias de hoje. "Chronicles of The Electromagnetic Field General", o único LP no seu catálogo, é um bom compêndio da sua obra que, longe da via comercial, foge às tendências do rap mainstream, servindo como ode a uma espiritualidade que se encontrava em produtores e rappers dos 90s. Respeito!

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Original: $19.50

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Há surpresas que nos chegam somente por sermos uma loja de discos e consequente agregadora de músicos e editoras, que em nós convergem para disseminar edições e ideias. Damola Idow, ou Da Great Deity Dah, é uma delas - pela via do jornalismo, chega a Portugal, de Washington DC, para uma reportagem sobre o Web Summit (qual ironia). Aproveitou para deixar os seus discos na Flur. Hip-hop regrado, com beats jazzísticos e um flow que vai metamorfoseando por entre as faixas. Há uma certa inocência nas batidas e nas temáticas, lembrando também Daniel Dumile e os seus diferentes alter-egos: aqui a presença é a divindade Dah, o alter ego de Damola, uma espécie de super-herói que apela ao bom senso e à paz entre culturas. Militante sem ser panfletário, com rimas interessantes e consciência do próprio ("it angers me because of my flows consistency, they say I cant be signed due to over complexity"), é um nome muito pouco óbvio, fugindo dos radares habituais pela via independente por onde decidiu rumar: todas as edições são de autor, não recorrendo a editoras nem à própria profissão para fazer chegar a música a novos ouvidos, optando antes pelo caminho - anacrónico, para muitos - de deixar os discos nas devidas lojas. Sampling ousado de soul obscura, batidas onde o sequenciador da MPC é notoriamente revelado, flow casual e relaxado. É um iconoclasta contra a indústria comercial do rap, o que evidencia a honestidade da sua abordagem. Devolvemos-lhe a reverência, prestando homenagem às suas produções que muito devem aos De La Soul, A Tribe Called Quest, Digable Planets e outros pioneiros do jazz-rap, mantendo uma tradição já pouco típica dos dias de hoje. "Chronicles of The Electromagnetic Field General", o único LP no seu catálogo, é um bom compêndio da sua obra que, longe da via comercial, foge às tendências do rap mainstream, servindo como ode a uma espiritualidade que se encontrava em produtores e rappers dos 90s. Respeito!

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Há surpresas que nos chegam somente por sermos uma loja de discos e consequente agregadora de músicos e editoras, que em nós convergem para disseminar edições e ideias. Damola Idow, ou Da Great Deity Dah, é uma delas - pela via do jornalismo, chega a Portugal, de Washington DC, para uma reportagem sobre o Web Summit (qual ironia). Aproveitou para deixar os seus discos na Flur. Hip-hop regrado, com beats jazzísticos e um flow que vai metamorfoseando por entre as faixas. Há uma certa inocência nas batidas e nas temáticas, lembrando também Daniel Dumile e os seus diferentes alter-egos: aqui a presença é a divindade Dah, o alter ego de Damola, uma espécie de super-herói que apela ao bom senso e à paz entre culturas. Militante sem ser panfletário, com rimas interessantes e consciência do próprio ("it angers me because of my flows consistency, they say I cant be signed due to over complexity"), é um nome muito pouco óbvio, fugindo dos radares habituais pela via independente por onde decidiu rumar: todas as edições são de autor, não recorrendo a editoras nem à própria profissão para fazer chegar a música a novos ouvidos, optando antes pelo caminho - anacrónico, para muitos - de deixar os discos nas devidas lojas. Sampling ousado de soul obscura, batidas onde o sequenciador da MPC é notoriamente revelado, flow casual e relaxado. É um iconoclasta contra a indústria comercial do rap, o que evidencia a honestidade da sua abordagem. Devolvemos-lhe a reverência, prestando homenagem às suas produções que muito devem aos De La Soul, A Tribe Called Quest, Digable Planets e outros pioneiros do jazz-rap, mantendo uma tradição já pouco típica dos dias de hoje. "Chronicles of The Electromagnetic Field General", o único LP no seu catálogo, é um bom compêndio da sua obra que, longe da via comercial, foge às tendências do rap mainstream, servindo como ode a uma espiritualidade que se encontrava em produtores e rappers dos 90s. Respeito!