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Everywhere At The End Of Time - Stage 3
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Everywhere At The End Of Time - Stage 3

Everywhere At The End Of Time - Stage 3

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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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“Everywhere At The End Of Time” começou há um ano, projecto de seis discos em que cada um representa um estado diferente da memória / perda da memória. Leyland Kirby/The Caretaker continua a prometer ao ouvinte experiências e desafios difíceis de encontrar na música contemporânea. É exigente pedir a alguém para aguentar uma narrativa durante dois anos (os três próximos “Stage” serão editados no próximo ano) mas é o que Kirby tem feito (e não é a primeira vez que o faz). E quem está nesta viagem com ele só pode sentir-se gratificado. Há uma recompensa imensa neste “Stage 3”, quebra o enguiço das dúvidas que existiam nos dois passos anteriores: um “Stage 1” muito parecido com o The Caretaker do passado e um “Stage 2” onde as fundações iam desaparecendo, deixando a narrativa à nora. Os dois temas que abrem este capítulo tornam tão evidentes o que pretende com este trabalho que é quase de ir às lágrimas. Tanto “Back There Benjamin” e “And Heart Breaks” trabalham sons, emoções e tons presentes no percurso, mas Leyland Kirby evoca-os objectivamente no limite da dissipação da memória (e os mesmos sons, melodias, são uma constante ao longo do álbum). Os sons desintegram-se (e há um efeito de sedução com “The Disintegration Loops” de William Basinski) e sente-se algo a fugir das mãos, dos ouvidos. A dissipação, o nevoeiro sobre a memória torna-se visível, a distorção oferece as imagens que não existem e a música eleva-se a um estado monumental. É mesmo de ir às lágrimas.

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