
hexed
vinyl-only release pressed on recycled ecomix.
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VoltĂĄmos mesmo ao fim dos noventas, na viragem do sĂ©culo. O mainstream e as mudanças no panorama musical global estĂŁo a fazer uma viragem de 360 graus atĂ© ao inĂcio do milĂ©nio, com o maximal, o electro e tambĂ©m o minimal a terem uma espĂ©cie de comeback (este Ășltimo, mais subtil) nas tendĂȘncias gerais. Aya nasce a meio caminho entre Atari Teenage Riot e todo o Electro dos 2000s (lembramo-nos de Kap Bambino, por exemplo), com atitude punk bem encrustada no espĂrito destas faixas, onde a sua voz muitas vezes Ă© o punctum de temas ferozes, irrepreensĂveis, com pĂ© bem metido na rave e dedo do meio apontado a modas. Toda a gente fala em como ver Aya ao vivo Ă© uma espĂ©cie de happening, com coragem punk a transbordar pelos cantos - "hexed" Ă© uma translação da energia ao vivo para disco. A começar pelos tĂtulos das faixas (nĂŁo nos arriscamos a transcrever o tĂtulo da terceira), hĂĄ aqui emoçÔes puras nascidas das vivĂȘncias urbanas, com BPMs acelerados a traduzir bem o frenesim de Londres, a angĂșstia de extremos queer, ressacas e abusos. "I am the pipe I beat myself with" declara logo uma violĂȘncia com o prĂłprio corpo, aproveitando ruĂdos Industriais e electrĂłnicos para recitar a forma como o Eu estĂĄ invariavelmente contra o Outro. Em "Off to the Esso" ouvimos a Rave Ă distĂąncia, como se de uma passagem intermĂ©dia entre dois pontos, com paragem numa estação de gasolina, se tratasse. HĂĄ poucos discos a capturarem tĂŁo bem a decadĂȘncia da noite e a violĂȘncia sobre o corpo que daĂ advĂ©m. Aya conseguiu fazĂȘ-lo como poucos, com produção inaudita, de sonoplastia cyberpunk. Desconcertante, futurista, com a mensagem de que um corpo dorido Ă© tambĂ©m um fragmento de memĂłria.
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VoltĂĄmos mesmo ao fim dos noventas, na viragem do sĂ©culo. O mainstream e as mudanças no panorama musical global estĂŁo a fazer uma viragem de 360 graus atĂ© ao inĂcio do milĂ©nio, com o maximal, o electro e tambĂ©m o minimal a terem uma espĂ©cie de comeback (este Ășltimo, mais subtil) nas tendĂȘncias gerais. Aya nasce a meio caminho entre Atari Teenage Riot e todo o Electro dos 2000s (lembramo-nos de Kap Bambino, por exemplo), com atitude punk bem encrustada no espĂrito destas faixas, onde a sua voz muitas vezes Ă© o punctum de temas ferozes, irrepreensĂveis, com pĂ© bem metido na rave e dedo do meio apontado a modas. Toda a gente fala em como ver Aya ao vivo Ă© uma espĂ©cie de happening, com coragem punk a transbordar pelos cantos - "hexed" Ă© uma translação da energia ao vivo para disco. A começar pelos tĂtulos das faixas (nĂŁo nos arriscamos a transcrever o tĂtulo da terceira), hĂĄ aqui emoçÔes puras nascidas das vivĂȘncias urbanas, com BPMs acelerados a traduzir bem o frenesim de Londres, a angĂșstia de extremos queer, ressacas e abusos. "I am the pipe I beat myself with" declara logo uma violĂȘncia com o prĂłprio corpo, aproveitando ruĂdos Industriais e electrĂłnicos para recitar a forma como o Eu estĂĄ invariavelmente contra o Outro. Em "Off to the Esso" ouvimos a Rave Ă distĂąncia, como se de uma passagem intermĂ©dia entre dois pontos, com paragem numa estação de gasolina, se tratasse. HĂĄ poucos discos a capturarem tĂŁo bem a decadĂȘncia da noite e a violĂȘncia sobre o corpo que daĂ advĂ©m. Aya conseguiu fazĂȘ-lo como poucos, com produção inaudita, de sonoplastia cyberpunk. Desconcertante, futurista, com a mensagem de que um corpo dorido Ă© tambĂ©m um fragmento de memĂłria.
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VoltĂĄmos mesmo ao fim dos noventas, na viragem do sĂ©culo. O mainstream e as mudanças no panorama musical global estĂŁo a fazer uma viragem de 360 graus atĂ© ao inĂcio do milĂ©nio, com o maximal, o electro e tambĂ©m o minimal a terem uma espĂ©cie de comeback (este Ășltimo, mais subtil) nas tendĂȘncias gerais. Aya nasce a meio caminho entre Atari Teenage Riot e todo o Electro dos 2000s (lembramo-nos de Kap Bambino, por exemplo), com atitude punk bem encrustada no espĂrito destas faixas, onde a sua voz muitas vezes Ă© o punctum de temas ferozes, irrepreensĂveis, com pĂ© bem metido na rave e dedo do meio apontado a modas. Toda a gente fala em como ver Aya ao vivo Ă© uma espĂ©cie de happening, com coragem punk a transbordar pelos cantos - "hexed" Ă© uma translação da energia ao vivo para disco. A começar pelos tĂtulos das faixas (nĂŁo nos arriscamos a transcrever o tĂtulo da terceira), hĂĄ aqui emoçÔes puras nascidas das vivĂȘncias urbanas, com BPMs acelerados a traduzir bem o frenesim de Londres, a angĂșstia de extremos queer, ressacas e abusos. "I am the pipe I beat myself with" declara logo uma violĂȘncia com o prĂłprio corpo, aproveitando ruĂdos Industriais e electrĂłnicos para recitar a forma como o Eu estĂĄ invariavelmente contra o Outro. Em "Off to the Esso" ouvimos a Rave Ă distĂąncia, como se de uma passagem intermĂ©dia entre dois pontos, com paragem numa estação de gasolina, se tratasse. HĂĄ poucos discos a capturarem tĂŁo bem a decadĂȘncia da noite e a violĂȘncia sobre o corpo que daĂ advĂ©m. Aya conseguiu fazĂȘ-lo como poucos, com produção inaudita, de sonoplastia cyberpunk. Desconcertante, futurista, com a mensagem de que um corpo dorido Ă© tambĂ©m um fragmento de memĂłria.












