
World of Echo
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IninteligĂvel diz o autocolante nesta edição da Rough Trade de âWorld Of Echoâ. Um exercĂcio, ouvir este ĂĄlbum de Arthur Russell, um dos poucos lançamentos que hoje ouvimos que realmente foi editado quando ainda era vivo, e perceber o uso dessa palavra. Perceber no sentido de porque se ajusta aqui, porque a mĂșsica ouve-se como sensĂvel ao toque e, por isso, perceptĂvel a cada um. A sua delicadeza assim o permite. Porque âininteligĂvelâ por vezes se usa como uma palavra de snobeira, para enquadrar um âtu nĂŁo percebesâ ou âtalvez seja demais para tiâ. âWorld Of Echoâ absorve-se como o contrĂĄrio disso tudo. Ălbum acessĂvel, de uma relação Ăntima entre Arthur Russell e o seu violoncelo, entre uma epopeia de embalar e um tratado sobre um novo estado da mĂșsica ambiente. Editado originalmente em 1986, âWorld Of Echoâ experimenta relaçÔes do mĂșsico com a sua prĂłpria mĂșsica e de como fazer estas gravaçÔes em casa, totalmente DIY (talvez o melhor exemplo disto seja âThe Name Of This Songâ). Mais de trĂȘs dĂ©cadas depois, estas cançÔes vivem todas acompanhadas, num ĂĄlbum de encantamento, com uma sonoridade Ășnica e um tom de proximidade raro. MĂșsicas que se percebem Ă primeira, que se ouvem na melhor das intimidades e ficam connosco. Chamar-lhe de belo ou bonito nĂŁo Ă© suficiente. âIninteligĂvelâ Ă© a palavra que vem Ă cabeça. Porque ainda hoje nĂŁo o percebemos. SĂł sabemos que temos de o ouvir.
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$4.02World of Echo
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IninteligĂvel diz o autocolante nesta edição da Rough Trade de âWorld Of Echoâ. Um exercĂcio, ouvir este ĂĄlbum de Arthur Russell, um dos poucos lançamentos que hoje ouvimos que realmente foi editado quando ainda era vivo, e perceber o uso dessa palavra. Perceber no sentido de porque se ajusta aqui, porque a mĂșsica ouve-se como sensĂvel ao toque e, por isso, perceptĂvel a cada um. A sua delicadeza assim o permite. Porque âininteligĂvelâ por vezes se usa como uma palavra de snobeira, para enquadrar um âtu nĂŁo percebesâ ou âtalvez seja demais para tiâ. âWorld Of Echoâ absorve-se como o contrĂĄrio disso tudo. Ălbum acessĂvel, de uma relação Ăntima entre Arthur Russell e o seu violoncelo, entre uma epopeia de embalar e um tratado sobre um novo estado da mĂșsica ambiente. Editado originalmente em 1986, âWorld Of Echoâ experimenta relaçÔes do mĂșsico com a sua prĂłpria mĂșsica e de como fazer estas gravaçÔes em casa, totalmente DIY (talvez o melhor exemplo disto seja âThe Name Of This Songâ). Mais de trĂȘs dĂ©cadas depois, estas cançÔes vivem todas acompanhadas, num ĂĄlbum de encantamento, com uma sonoridade Ășnica e um tom de proximidade raro. MĂșsicas que se percebem Ă primeira, que se ouvem na melhor das intimidades e ficam connosco. Chamar-lhe de belo ou bonito nĂŁo Ă© suficiente. âIninteligĂvelâ Ă© a palavra que vem Ă cabeça. Porque ainda hoje nĂŁo o percebemos. SĂł sabemos que temos de o ouvir.
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IninteligĂvel diz o autocolante nesta edição da Rough Trade de âWorld Of Echoâ. Um exercĂcio, ouvir este ĂĄlbum de Arthur Russell, um dos poucos lançamentos que hoje ouvimos que realmente foi editado quando ainda era vivo, e perceber o uso dessa palavra. Perceber no sentido de porque se ajusta aqui, porque a mĂșsica ouve-se como sensĂvel ao toque e, por isso, perceptĂvel a cada um. A sua delicadeza assim o permite. Porque âininteligĂvelâ por vezes se usa como uma palavra de snobeira, para enquadrar um âtu nĂŁo percebesâ ou âtalvez seja demais para tiâ. âWorld Of Echoâ absorve-se como o contrĂĄrio disso tudo. Ălbum acessĂvel, de uma relação Ăntima entre Arthur Russell e o seu violoncelo, entre uma epopeia de embalar e um tratado sobre um novo estado da mĂșsica ambiente. Editado originalmente em 1986, âWorld Of Echoâ experimenta relaçÔes do mĂșsico com a sua prĂłpria mĂșsica e de como fazer estas gravaçÔes em casa, totalmente DIY (talvez o melhor exemplo disto seja âThe Name Of This Songâ). Mais de trĂȘs dĂ©cadas depois, estas cançÔes vivem todas acompanhadas, num ĂĄlbum de encantamento, com uma sonoridade Ășnica e um tom de proximidade raro. MĂșsicas que se percebem Ă primeira, que se ouvem na melhor das intimidades e ficam connosco. Chamar-lhe de belo ou bonito nĂŁo Ă© suficiente. âIninteligĂvelâ Ă© a palavra que vem Ă cabeça. Porque ainda hoje nĂŁo o percebemos. SĂł sabemos que temos de o ouvir.












