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Open Vocal Phrases Where Songs Come In and Out
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Onde os mundos se tocam, de facto. E como se tocam. E como a lição deste álbum tem o poder implícito de deixar a reflectir todos os melómanos que ainda se preocupam em separar pop de avantgarde ou a evitarem convívio com música "experimental". Com ano e meio de diferença, escutam-se neste disco dois concertos de Arthur Russell livres de constrangimentos (não que o músico alguma vez cedesse a eles), acontecidos na Experimental Intermedia Foundation dirigida por Phill Niblock. A extraordinária abertura com "Changing Forest", com a distorção do violoncelo acompanhada por frequências electrónicas, num duo improvável ao qual muito rapidamente nos aclimatamos, fornece o mote para este acontecimento íntimo, ensaio assumido, teste que depois resulta, transfoirmado, no álbum "World of Echo". A vulnerabilidade típica da voz de Russell vai pontuando, ao seu jeito meio country meio soul, a música extremamente minimalista produzida com o violoncelo e efeitos a ele acoplados. Tom necessariamente confessional, como se intui pelo título "Losing My Taste For The Nightlife" e, logo a seguir, "I Can't Hide". Neste último, a súmula do concerto e talvez uma confissão de risco e um motor criativo. Ao expôr-se assim, o músico / cantor arrisca no tempo real em público como elemento preponderante na criação. Os mesmos princípios aplicam-se a ambos os concertos aqui apresentados (Junho de 1984 e Outubro de 1985), com a diferença de o segundo concerto terminar com processos mais percussivos, sempre através do violoncelo e electrónica acessória. Apresentações especiais, em contexto de vanguarda, mas de uma proximidade... humana que confere universalidade ao discurso musical que Arthur Russell escolheu.
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Onde os mundos se tocam, de facto. E como se tocam. E como a lição deste álbum tem o poder implícito de deixar a reflectir todos os melómanos que ainda se preocupam em separar pop de avantgarde ou a evitarem convívio com música "experimental". Com ano e meio de diferença, escutam-se neste disco dois concertos de Arthur Russell livres de constrangimentos (não que o músico alguma vez cedesse a eles), acontecidos na Experimental Intermedia Foundation dirigida por Phill Niblock. A extraordinária abertura com "Changing Forest", com a distorção do violoncelo acompanhada por frequências electrónicas, num duo improvável ao qual muito rapidamente nos aclimatamos, fornece o mote para este acontecimento íntimo, ensaio assumido, teste que depois resulta, transfoirmado, no álbum "World of Echo". A vulnerabilidade típica da voz de Russell vai pontuando, ao seu jeito meio country meio soul, a música extremamente minimalista produzida com o violoncelo e efeitos a ele acoplados. Tom necessariamente confessional, como se intui pelo título "Losing My Taste For The Nightlife" e, logo a seguir, "I Can't Hide". Neste último, a súmula do concerto e talvez uma confissão de risco e um motor criativo. Ao expôr-se assim, o músico / cantor arrisca no tempo real em público como elemento preponderante na criação. Os mesmos princípios aplicam-se a ambos os concertos aqui apresentados (Junho de 1984 e Outubro de 1985), com a diferença de o segundo concerto terminar com processos mais percussivos, sempre através do violoncelo e electrónica acessória. Apresentações especiais, em contexto de vanguarda, mas de uma proximidade... humana que confere universalidade ao discurso musical que Arthur Russell escolheu.

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Onde os mundos se tocam, de facto. E como se tocam. E como a lição deste álbum tem o poder implícito de deixar a reflectir todos os melómanos que ainda se preocupam em separar pop de avantgarde ou a evitarem convívio com música "experimental". Com ano e meio de diferença, escutam-se neste disco dois concertos de Arthur Russell livres de constrangimentos (não que o músico alguma vez cedesse a eles), acontecidos na Experimental Intermedia Foundation dirigida por Phill Niblock. A extraordinária abertura com "Changing Forest", com a distorção do violoncelo acompanhada por frequências electrónicas, num duo improvável ao qual muito rapidamente nos aclimatamos, fornece o mote para este acontecimento íntimo, ensaio assumido, teste que depois resulta, transfoirmado, no álbum "World of Echo". A vulnerabilidade típica da voz de Russell vai pontuando, ao seu jeito meio country meio soul, a música extremamente minimalista produzida com o violoncelo e efeitos a ele acoplados. Tom necessariamente confessional, como se intui pelo título "Losing My Taste For The Nightlife" e, logo a seguir, "I Can't Hide". Neste último, a súmula do concerto e talvez uma confissão de risco e um motor criativo. Ao expôr-se assim, o músico / cantor arrisca no tempo real em público como elemento preponderante na criação. Os mesmos princípios aplicam-se a ambos os concertos aqui apresentados (Junho de 1984 e Outubro de 1985), com a diferença de o segundo concerto terminar com processos mais percussivos, sempre através do violoncelo e electrónica acessória. Apresentações especiais, em contexto de vanguarda, mas de uma proximidade... humana que confere universalidade ao discurso musical que Arthur Russell escolheu.