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Drumming Up Trouble
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Drumming Up Trouble

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Um dos discos mais difíceis que temos memória de ouvir na Black Truffle? Pode ser exigente à primeira, mas o contexto diz tudo: o método e o foco de Curran -  compositor de Música Concreta desde os anos 70 e hábil no trabalho com fita e colagens de som - muda consoante a sua vontade. Em "Drumming Up Trouble", a ideia é a recontextualização de apanhados (samples) de baterias, ou linhas percussivas, trocando-lhes as voltas e dando-lhes novos significados (ideia semiótica, onde um signo é o signo de um signo de um signo... ou talvez uma referência ao rizoma de Deleuze). Será que Alvin Curran ouviu o "Celas Death Squad" de Ondness? A ideia para "Drumming Up Trouble" surgiu da vontade de homenagear o elemento mais primitivo, ou primal, e historicamente sempre presente na música: a percussão. Austero, frio, as camadas são sobrepostas umas por cima das outras, criando cacofonia ou uma alusão muito distante e cirúrgica às polirritmias das culturas musicais e percussivas pelo mundo fora. Na primeira "Bay Area 1" perdemos noção de quantas camadas percussivas foram sobrepostas umas em cima das outras - são vários os estilos musicais que têm a sua percussão referenciada aqui (hip-hop, house, electro, minimal, funk, entre outros que não conseguimos separar tão bem, já que apenas pontualmente Curran isola as faixas para não nos desnortearmos completamente, qual fio que nos mantém presos à linha - pouco linear - condutora dos temas). "Rollings", por exemplo, é um exercício de manipulação dos rufares de tarola, qual dedo do meio à tradição militar, ou talvez apenas uma brincadeira inofensiva (o título "Drumming Up Trouble" sugere-nos mais a primeira hipótese), onde os rufares são prolongados e exasperados até sobrar apenas uma linha ruidosa e amorfa. Cacofonia regrada, é um regresso ao primitivo, uma espécie de viagem no tempo sob a lente dos dias de hoje. Curran será sempre um investigador antes de ser um músico - e este disco não é excepção. É experimental, mas com tom menos sério, ou pelo menos com a sugestão disso. Curran, ainda hoje, na vanguarda do que se pode ou não fazer dentro dos moldes da arte sonora.
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Um dos discos mais difíceis que temos memória de ouvir na Black Truffle? Pode ser exigente à primeira, mas o contexto diz tudo: o método e o foco de Curran -  compositor de Música Concreta desde os anos 70 e hábil no trabalho com fita e colagens de som - muda consoante a sua vontade. Em "Drumming Up Trouble", a ideia é a recontextualização de apanhados (samples) de baterias, ou linhas percussivas, trocando-lhes as voltas e dando-lhes novos significados (ideia semiótica, onde um signo é o signo de um signo de um signo... ou talvez uma referência ao rizoma de Deleuze). Será que Alvin Curran ouviu o "Celas Death Squad" de Ondness? A ideia para "Drumming Up Trouble" surgiu da vontade de homenagear o elemento mais primitivo, ou primal, e historicamente sempre presente na música: a percussão. Austero, frio, as camadas são sobrepostas umas por cima das outras, criando cacofonia ou uma alusão muito distante e cirúrgica às polirritmias das culturas musicais e percussivas pelo mundo fora. Na primeira "Bay Area 1" perdemos noção de quantas camadas percussivas foram sobrepostas umas em cima das outras - são vários os estilos musicais que têm a sua percussão referenciada aqui (hip-hop, house, electro, minimal, funk, entre outros que não conseguimos separar tão bem, já que apenas pontualmente Curran isola as faixas para não nos desnortearmos completamente, qual fio que nos mantém presos à linha - pouco linear - condutora dos temas). "Rollings", por exemplo, é um exercício de manipulação dos rufares de tarola, qual dedo do meio à tradição militar, ou talvez apenas uma brincadeira inofensiva (o título "Drumming Up Trouble" sugere-nos mais a primeira hipótese), onde os rufares são prolongados e exasperados até sobrar apenas uma linha ruidosa e amorfa. Cacofonia regrada, é um regresso ao primitivo, uma espécie de viagem no tempo sob a lente dos dias de hoje. Curran será sempre um investigador antes de ser um músico - e este disco não é excepção. É experimental, mas com tom menos sério, ou pelo menos com a sugestão disso. Curran, ainda hoje, na vanguarda do que se pode ou não fazer dentro dos moldes da arte sonora.

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Um dos discos mais difíceis que temos memória de ouvir na Black Truffle? Pode ser exigente à primeira, mas o contexto diz tudo: o método e o foco de Curran -  compositor de Música Concreta desde os anos 70 e hábil no trabalho com fita e colagens de som - muda consoante a sua vontade. Em "Drumming Up Trouble", a ideia é a recontextualização de apanhados (samples) de baterias, ou linhas percussivas, trocando-lhes as voltas e dando-lhes novos significados (ideia semiótica, onde um signo é o signo de um signo de um signo... ou talvez uma referência ao rizoma de Deleuze). Será que Alvin Curran ouviu o "Celas Death Squad" de Ondness? A ideia para "Drumming Up Trouble" surgiu da vontade de homenagear o elemento mais primitivo, ou primal, e historicamente sempre presente na música: a percussão. Austero, frio, as camadas são sobrepostas umas por cima das outras, criando cacofonia ou uma alusão muito distante e cirúrgica às polirritmias das culturas musicais e percussivas pelo mundo fora. Na primeira "Bay Area 1" perdemos noção de quantas camadas percussivas foram sobrepostas umas em cima das outras - são vários os estilos musicais que têm a sua percussão referenciada aqui (hip-hop, house, electro, minimal, funk, entre outros que não conseguimos separar tão bem, já que apenas pontualmente Curran isola as faixas para não nos desnortearmos completamente, qual fio que nos mantém presos à linha - pouco linear - condutora dos temas). "Rollings", por exemplo, é um exercício de manipulação dos rufares de tarola, qual dedo do meio à tradição militar, ou talvez apenas uma brincadeira inofensiva (o título "Drumming Up Trouble" sugere-nos mais a primeira hipótese), onde os rufares são prolongados e exasperados até sobrar apenas uma linha ruidosa e amorfa. Cacofonia regrada, é um regresso ao primitivo, uma espécie de viagem no tempo sob a lente dos dias de hoje. Curran será sempre um investigador antes de ser um músico - e este disco não é excepção. É experimental, mas com tom menos sério, ou pelo menos com a sugestão disso. Curran, ainda hoje, na vanguarda do que se pode ou não fazer dentro dos moldes da arte sonora.

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